Toda meta de dinheiro tem duas formas, e a calculadora resolve as duas: "quero R$ 30 mil em dois anos, quanto guardo por mês?" e "consigo guardar R$ 800, quando chego lá?". A diferença para somar e dividir é que aqui o rendimento aparece separado — você vê quanto depositou e quanto o dinheiro fez sozinho.
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Calcule a sua meta
Duas perguntas, uma calculadora. "Quanto guardo por mês para chegar lá?" e "guardando isto, quando chego?". Escolha o modo abaixo. A conta roda no seu navegador.
Os dois modos, e qual usar
| Modo | Quando usar | O que você recebe |
|---|---|---|
| Tenho um prazo | A data é fixa: entrada do apartamento em dezembro, intercâmbio no ano que vem. | Quanto guardar por mês para chegar. |
| Tenho um aporte | O valor é fixo: é o que sobra por mês, e não dá para forçar. | Quando você chega, e quanto o rendimento adiantou. |
Se os dois números são negociáveis, comece pelo aporte real — o que sobra de fato, não o que você gostaria que sobrasse. Meta construída sobre um aporte otimista é meta que quebra no terceiro mês.
O que o rendimento faz, e quando ele importa
Em prazo curto, quase nada. Em R$ 30 mil guardados em 12 meses, o rendimento muda pouco o aporte: o que constrói a meta é o depósito.
Em prazo longo, ele muda tudo — e o efeito não é linear. É por isso que a calculadora mostra, separadamente, quanto você depositou e quanto o dinheiro fez: ver que se depositou R$ 24 mil para chegar a R$ 30 mil é mais convincente do que qualquer explicação sobre juros compostos.
O rendimento que você informa é premissa sua. Nenhuma aplicação garante percentual fixo para o futuro, e a calculadora não considera imposto de renda sobre o rendimento — que existe na maioria das aplicações de renda fixa e reduz o resultado final.
O que a inflação desfaz
Uma meta de prazo longo tem um inimigo que não aparece na conta: o dinheiro do futuro compra menos. R$ 50 mil daqui a dez anos não são os R$ 50 mil de hoje.
Para metas acima de três ou quatro anos, o número que importa é o ganho real — o quanto o rendimento supera a inflação. A mesma lógica que faz um reajuste de salário abaixo do IPCA ser perda disfarçada de aumento, e que está explicada na calculadora de reajuste contra a inflação.
Quando a meta não chega
Se o aporte informado não alcança a meta dentro de 50 anos, a calculadora não devolve um prazo. Ela diz que não chega, e mostra qual aporte fecharia em 5 e em 10 anos.
Isso é deliberado. Um prazo de 84 anos é um número tecnicamente correto e completamente inútil — ele não informa, só disfarça a resposta verdadeira, que é: os parâmetros precisam mudar. Ou a meta cai, ou o aporte sobe, ou o prazo deixa de ser o que você imaginou.
Perguntas frequentes
Esta calculadora guarda meus dados?
Não. O cálculo roda inteiro no seu navegador, em JavaScript. Nada é enviado para nossos servidores, e não pedimos nome, e-mail nem CPF.
Qual rendimento devo colocar?
Use o da aplicação que você realmente usa, não o melhor que existe. Se não sabe, simule com zero: o resultado é o piso garantido, e qualquer rendimento só melhora.
Devo ter meta antes de ter reserva?
Não. Sem reserva, a primeira emergência consome a meta — e aí você perde as duas coisas. Veja quanto precisa na calculadora de reserva de emergência.
Posso ter várias metas ao mesmo tempo?
Pode, e funciona melhor quando cada uma tem nome e valor próprios. O que não funciona é uma caixa só de "poupança", da qual tudo sai — porque aí nada chega.
E se eu falhar um mês?
O prazo escorrega, e só. Vale refazer a conta com o saldo atual em vez de tentar "compensar" — plano refeito é plano que continua; plano em atraso é plano que se abandona.
A calculadora considera imposto de renda?
Não. Na maioria das aplicações de renda fixa há IR sobre o rendimento, com alíquota que cai conforme o prazo. O resultado aqui é bruto, então o líquido é um pouco menor.
Antes de guardar, olhe as dívidas
Guardar dinheiro a 0,9% ao mês enquanto se paga rotativo de cartão é perder a diferença todo mês. Se há dívida cara em aberto, ela vem antes da meta — e o quanto ela custa está na calculadora do rotativo. Para organizar a ordem de quitação, a calculadora de quitação compara os dois métodos.
Como esta página calcula
- Juros compostos mensais sobre o montante inicial mais os aportes: VF = inicial × (1+i)ⁿ + aporte × [(1+i)ⁿ − 1] ÷ i.
- No modo "prazo", o aporte é isolado dessa fórmula. No modo "aporte", o prazo é encontrado mês a mês, com teto de 50 anos.
- Estourar o teto devolve "não chega", com o aporte que fecharia em 5 e em 10 anos — nunca um prazo inventado.
- Não considera imposto de renda sobre o rendimento, inflação nem taxas de administração.