Com cinco dívidas e uma sobra de R$ 300 por mês, a pergunta não é quanto pagar — é qual pagar primeiro. Existem duas estratégias conhecidas, e elas dão resultados diferentes: uma economiza mais dinheiro, a outra é mais fácil de manter. A calculadora abaixo simula as duas com as suas dívidas.
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Simule as duas estratégias
Compara duas estratégias, não escolhe por você. A avalanche paga menos juros; a bola de neve quita dívidas inteiras antes, o que ajuda a continuar. Quando a diferença é pequena, a segunda costuma funcionar melhor na vida real. Nenhum dado sai do seu aparelho.
Avalanche e bola de neve
As duas fazem a mesma coisa com o dinheiro que sobra: jogam tudo numa dívida só, pagando o mínimo das outras. A diferença é qual dívida recebe o ataque.
| Avalanche | Bola de neve | |
|---|---|---|
| Ataca primeiro | A de maior juros | A de menor saldo |
| Juros totais | Menores | Maiores |
| Primeira vitória | Pode demorar | Vem rápido |
| Ponto forte | Matemática | Motivação |
Nas duas existe o efeito que dá nome à segunda: quando uma dívida é quitada, o valor que você pagava nela passa inteiro para a próxima. O pagamento vai ganhando força a cada dívida que morre.
Qual escolher, de verdade
A avalanche é sempre melhor no papel. Mas dívida é problema de comportamento tanto quanto de matemática, e a estratégia que você consegue manter até o fim vence a que é ótima e você abandona no terceiro mês.
Por isso a calculadora mostra o tamanho da diferença em reais. Se ela for pequena, escolha a bola de neve sem culpa. Se for grande — o que acontece quando as suas taxas são muito distintas —, vale a disciplina da avalanche.
A dívida que cresce mesmo você pagando
Existe um caso em que nenhuma estratégia de ordem resolve: quando o pagamento mínimo não cobre nem os juros do mês. Aí o saldo aumenta mesmo com você pagando em dia, todo mês.
É comum no rotativo do cartão e no cheque especial. A calculadora identifica essas dívidas e avisa, porque a saída delas não é ordem de pagamento: é renegociar ou trocar por um crédito mais barato.
O que vem antes da ordem
- Pare de aumentar a dívida. Nenhuma estratégia funciona com o cartão sendo usado ao mesmo tempo.
- Troque o juro caro por um barato. Substituir uma dívida de 12% ao mês por uma de 2% vale mais que qualquer ordem de pagamento.
- Negocie. Desconto para quitação à vista é comum, e desconto vale mais que prazo.
- Aí sim escolha a ordem e mantenha.
Perguntas frequentes
Esta calculadora guarda meus dados?
Não. O cálculo roda inteiro no seu navegador, em JavaScript. Nada é enviado para nossos servidores, e não pedimos nome, e-mail nem CPF.
Onde vejo a taxa de cada dívida?
No contrato ou na fatura — o cartão informa a taxa do rotativo e do parcelamento por exigência do Banco Central. Se não achar, use uma estimativa: o resultado continua útil para comparar as estratégias.
E se eu não souber o pagamento mínimo?
Deixe o campo vazio: a calculadora aplica um piso. O que muda o resultado de verdade é o valor extra que você consegue colocar por mês.
Vale a pena juntar todas as dívidas numa só?
Vale se a taxa da nova operação for menor que a média ponderada das atuais, e se você não voltar a usar o crédito que acabou de liberar. Consolidar sem mudar o comportamento costuma terminar com as dívidas antigas de volta, mais a nova.
Devo usar minha reserva de emergência para quitar?
Em dívida muito cara, sim, mantendo um mínimo de folga. Ficar sem nenhuma reserva costuma levar a um crédito novo e caro no primeiro imprevisto, o que desfaz a economia.
Trocar o juro antes de escolher a ordem
Se alguma das suas dívidas tem juro alto, substituí-la vale mais que qualquer estratégia de pagamento. É a mesma dívida, mais barata.
Para ver o custo do rotativo, use a calculadora de juros do cartão; para simular pagamento extra num contrato, a calculadora de amortização. Se o seu nome está negativado, o caminho está em empréstimo para negativado.
Como esta página calcula
- Simulação mês a mês: juros sobre o saldo de cada dívida, mínimos pagos em todas e o valor extra concentrado na dívida-alvo da estratégia.
- Quando uma dívida é quitada, o pagamento dela passa para a próxima — o efeito bola de neve vale nas duas estratégias.
- Não inclui multas por atraso, encargos de renegociação nem descontos de acordo.
- A avalanche é a estratégia de menor custo em juros; a bola de neve troca custo por vitórias mais cedo.