Por Tom Cerginer, Correspondente Bancário Febraban (FBB100). Atualizado em outubro de 2026
Dá para sacar limite do cartão de crédito em caixa eletrônico, mas só uma parte do limite, e o custo é alto. Você paga tarifa fixa por saque, juros que em geral contam desde o dia e IOF. Tarifa e juros estão no contrato e na tabela de tarifas do emissor. Compare o CET antes de sacar.
Resposta rápida:
- O saque usa o limite de saque, que em geral é menor que o limite total do cartão.
- No saque você paga tarifa fixa, juros que costumam contar desde o dia do saque e IOF.
- A tarifa e os juros estão no contrato e na tabela de tarifas do emissor do cartão.
- O Pix no crédito parcela em até 12x e mostra o CET antes de você assinar.
Neste guia
- Dá para sacar dinheiro do limite do cartão de crédito?
- Como funciona o saque no cartão de crédito
- Quanto custa sacar dinheiro do cartão de crédito?
- Exemplo: quanto chega e quanto você paga no saque
- Saque no crédito ou Pix no crédito: qual sai mais em conta?
- Como decidir antes de usar o limite do cartão
Dá para sacar dinheiro do limite do cartão de crédito?
Sim, dá para sacar dinheiro do limite do cartão de crédito, desde que o emissor ofereça a função saque no seu cartão. O dinheiro sai em espécie, no caixa eletrônico, e a cobrança vem na fatura com custos próprios.
A primeira coisa a entender é a diferença entre limite de compra e limite de saque. O limite de compra é o valor total que você pode gastar em lojas. O limite de saque é a parte desse total que o emissor libera para retirar em dinheiro. Em geral, o emissor define um limite de saque menor que o limite total.
O valor exato aparece no app do cartão, na fatura ou no contrato. Ele não é igual para todo mundo e pode mudar com o tempo. Quando você saca, o valor sacado também consome o limite total do cartão, como uma compra.
Alguns emissores podem exigir uma senha própria para o saque, diferente da senha das compras. Se você nunca sacou, vale conferir isso no app antes de ir ao caixa.
Quem precisa de dinheiro rápido costuma olhar várias saídas ao mesmo tempo. Se o seu caso é dinheiro para a pessoa, sem usar o cartão, o guia de empréstimo pessoal explica as outras modalidades. Aqui o foco é só o saque no cartão e o quanto ele custa.
Como funciona o saque no cartão de crédito
O saque no cartão de crédito funciona como um empréstimo de curto prazo: você retira dinheiro em espécie e devolve na fatura, com tarifa, juros e IOF. O processo é simples, mas cada etapa tem um custo que vale conhecer antes.
Veja como fazer o saque no cartão de crédito, passo a passo:
- Consulte o limite de saque no app do cartão ou na fatura.
- Confira a tarifa e os juros do saque no contrato ou na tabela de tarifas.
- Vá a um caixa eletrônico 24h ou do emissor que aceite seu cartão.
- Escolha a função crédito, digite o valor e a senha de saque.
- Acompanhe a cobrança na fatura e a data de vencimento.
Depois do saque, a cobrança aparece na fatura seguinte. Na maioria dos contratos, o valor sacado, a tarifa, os juros e o IOF chegam juntos, em linhas separadas. Se você não pagar a fatura inteira, o saldo restante pode entrar no rotativo, com juros ainda mais altos.
Quanto posso sacar do limite do cartão de crédito?
Você pode sacar só uma fração do limite do cartão de crédito, chamada limite de saque. O emissor define essa fração conforme a sua análise de crédito, e o valor exato fica no app ou no contrato. Não existe um percentual fixo para todos os cartões, por isso vale conferir o seu antes de contar com o dinheiro.
Quanto custa sacar dinheiro do cartão de crédito?
Sacar dinheiro do cartão de crédito custa três coisas ao mesmo tempo: tarifa fixa, juros e IOF. Os valores variam por emissor e estão no contrato e na tabela de tarifas do emissor do cartão, que é pública.
Os custos do saque no cartão de crédito são estes:
- Tarifa de saque: valor fixo cobrado a cada retirada, mesmo em saque pequeno.
- Juros: em geral, conforme o contrato, contam desde o dia do saque até o pagamento.
- IOF: imposto federal sobre operação de crédito, com parte diária e parte fixa.
- Rotativo: se a fatura não for paga inteira, o saldo pode gerar juros novos.
A tarifa é permitida por norma. A Resolução CMN 3.919/2010, do Conselho Monetário Nacional (CMN), lista a retirada em espécie na função crédito entre os serviços de cartão que podem ser tarifados. A mesma resolução obriga a instituição a divulgar a tabela de tarifas ao público.
Os juros dependem do contrato. Em geral, o emissor cobra juros desde o dia do saque, diferente da compra, que só tem juros se você não pagar a fatura. Por isso, sacar perto do fechamento da fatura não deixa o saque grátis.
Para comparar tudo isso, olhe o CET (Custo Efetivo Total), que soma juros, tarifas e impostos numa taxa só. A Resolução CMN 4.881/2020 obriga a instituição a informar o CET antes da contratação de crédito.
Atenção: a tarifa é cobrada por saque. Dois saques pequenos pagam duas tarifas, o que encarece muito cada real retirado.
Saque no cartão de crédito tem IOF?
Sim, em geral o saque no cartão de crédito tem IOF. O saque é tratado como operação de crédito e sofre o imposto, conforme o contrato do emissor. Segundo a Receita Federal, com base no Decreto 6.306/2007, art. 7º, o IOF de crédito para pessoa física é de 0,0082% ao dia mais 0,38% fixo (2026). Em 30 dias, isso dá 0,626% sobre o valor.
Exemplo: quanto chega e quanto você paga no saque
No exemplo abaixo, um saque de R$ 1.000 no cartão de crédito vira R$ 1.171,26 a pagar na fatura seguinte. A tarifa e os juros deste exemplo são fictícios, só para mostrar a conta. Só o IOF segue a alíquota oficial.
As premissas do exemplo fictício são estas:
- Valor sacado no caixa eletrônico: R$ 1.000.
- Tarifa fictícia de saque: R$ 15, cobrada na fatura.
- Juros fictícios: 15% ao mês, contados desde o dia do saque.
- Prazo: 30 dias até o vencimento da fatura, pago em 1 parcela.
- IOF: 0,0082% ao dia por 30 dias mais 0,38%, igual a 0,626%.
| Item | Valor |
|---|---|
| Valor que chega na mão | R$ 1.000,00 |
| Tarifa de saque (fictícia) | R$ 15,00 |
| Juros de 30 dias (fictícios, 15% a.m.) | R$ 150,00 |
| IOF (0,626% no prazo) | R$ 6,26 |
| Total a pagar na fatura (1 parcela) | R$ 1.171,26 |
Neste exemplo, para ter R$ 1.000 na mão por 30 dias, você devolve R$ 1.171,26 de uma vez. São R$ 171,26 de custo, ou cerca de 17% do valor sacado em um mês.
O ponto mais pesado é que tudo vence numa parcela só. Se a fatura não couber no orçamento, o saldo pode ir para o rotativo, e o custo sobe ainda mais. Os números reais do seu cartão estão no contrato e na tabela de tarifas, e podem ser maiores ou menores que os do exemplo.
Saque no crédito ou Pix no crédito: qual sai mais em conta?
Saque no crédito ou Pix no crédito: qual sai mais em conta depende do CET de cada um no seu caso. O saque cobra tarifa fixa e costuma vencer numa parcela só. O Pix no crédito, conhecido na busca como pix parcelado, cai na conta e pode ser parcelado, com o CET mostrado antes de assinar.
No Juca, o Pix no crédito soma o limite de um ou mais cartões pelo Open Finance, sistema regulado pelo Banco Central que permite compartilhar seus dados financeiros com autorização. Você parcela em até 12x, com taxa a partir de 3,67% a.m.
O CET, em a.m. e a.a., aparece na tela antes de assinar. O Juca libera na hora depois da aprovação.
Para comparar com o exemplo do saque, veja o mesmo R$ 1.000 num Pix no crédito fictício: 6 parcelas fictícias de R$ 200, total de R$ 1.200. Esse número é só ilustração. O valor real da parcela e do total depende da análise e aparece na tela.
| Critério | Saque no caixa | Pix no crédito |
|---|---|---|
| Onde o dinheiro chega | Em espécie, no caixa eletrônico | Na conta, por Pix |
| Quanto do limite dá para usar | Só o limite de saque | Limite de um ou mais cartões somados |
| Tarifa fixa | Sim, por saque, conforme a tabela | Custos somados no CET da tela |
| Quando os juros começam | Em geral, no dia do saque | Conforme o contrato, embutidos nas parcelas |
| IOF | Sim, em geral | Incluído no CET mostrado |
| Parcelamento | Em geral, fatura seguinte | Até 12x na fatura |
| Quando o CET aparece | No contrato e na tabela do emissor | Na tela, antes de assinar |
| Exemplo fictício (R$ 1.000) | 1x de R$ 1.171,26 | 6x de R$ 200, total R$ 1.200 |
Repare que, no exemplo fictício, o Pix no crédito tem total maior, mas o prazo é de 6 meses, não de 1. O custo certo para comparar é o CET, não só o total. Quer entender como as parcelas entram na sua conta do cartão? Veja se o pix no crédito aparece na fatura.
Quer ver o CET real antes de decidir? Simule o Pix no crédito no Juca e confira parcela e total na tela.
Como decidir antes de usar o limite do cartão
Antes de usar o limite do cartão para ter dinheiro, compare o CET das opções, confira a data de vencimento da fatura e veja se a parcela cabe no mês. Essa conta simples evita que um aperto de curto prazo vire dívida no rotativo.
Antes de transformar limite do cartão em dinheiro, faça estas checagens:
- Compare o CET de cada opção, em a.m. e a.a., não só a taxa de juros.
- Confira a tarifa de saque na tabela de tarifas do emissor do cartão.
- Olhe a fatura e a data de vencimento antes de escolher o dia da operação.
- Some a parcela às contas fixas e veja se sobra dinheiro no mês.
- Evite o rotativo, pagando a fatura inteira sempre que possível.
Se a dúvida é entre o cartão e a conta corrente, o comparativo de pix no crédito ou cheque especial mostra o outro lado da conta. Em qualquer caso, pode fazer sentido escolher a opção com menor CET e parcela que caiba no orçamento.
Prefere parcelar em vez de pagar tudo na próxima fatura? Veja o Pix no crédito do Juca: até 12x, com o CET na tela antes de assinar.
Perguntas frequentes
Sacar no crédito cobra juros desde o dia?
Em geral, sim. Conforme o contrato do emissor, os juros do saque no crédito costumam contar desde o dia do saque até o pagamento da fatura, junto com a tarifa e o IOF. Por isso, o saque não tem o período sem juros que uma compra comum tem.
Como sacar dinheiro do cartão de crédito no caixa eletrônico?
Insira o cartão num caixa eletrônico que aceite a bandeira, escolha a opção de saque na função crédito, digite o valor e a senha. O valor precisa caber no seu limite de saque, e a cobrança aparece na fatura seguinte.
Existe forma mais barata de transformar o limite em dinheiro?
Pode existir, mas depende do custo de cada opção no seu caso. A forma de saber é comparar o CET de cada alternativa, em a.m. e a.a., junto com o número de parcelas e o total a pagar. A opção com menor CET para o mesmo prazo é a mais barata.
Este conteúdo é educacional e não é oferta de crédito nem consultoria financeira. Taxas, tarifas e condições variam por instituição e dependem de análise de crédito. Os exemplos numéricos são fictícios. O Juca atua como correspondente bancário de instituições financeiras parceiras. O Pix no crédito é oferecido em parceria com a BMP SOCIEDADE DE CREDITO DIRETO S.A., CNPJ 34.337.707/0001-00.
Fontes
- Planalto: Decreto nº 6.306/2007, regulamento do IOF
- Banco Central do Brasil: Resolução CMN nº 3.919/2010, tarifas bancárias
- Banco Central do Brasil: Resolução CMN nº 4.881/2020, Custo Efetivo Total
Tom Cerginer é Correspondente Bancário Febraban (FBB100) e escreve sobre crédito e finanças pessoais no blog do Juca.