Volta às aulas: organize material sem se enrolar
Chega janeiro e, junto com as contas do começo do ano, vem mais uma preocupação: volta às aulas. Lista de material, mochila, uniforme, mensalidade… tudo aparece ao mesmo tempo, e o salário parece pequeno pra tanta coisa.
A tentação é ir comprando no impulso ou parcelando tudo no cartão. Só que isso pode virar um problema pro resto do ano. A ideia aqui não é fazer milagre, e sim mostrar como organizar o material escolar sem se enrolar mais, com passos simples e possíveis pra quem vive de salário.
1. Comece olhando pra realidade: quanto você pode gastar?
Antes de sair comprando, faça uma conta rápida:
- Veja quanto entrou de salário no mês.
- Desconte o que é realmente essencial:
- aluguel/condomínio;
- luz, água, gás;
- alimentação;
- transporte;
- outras contas fixas que não podem atrasar.
O que sobrar é o teto para:
- volta às aulas;
- pequenos extras;
- lazer.
Se o valor parece pequeno, é justamente por isso que não dá pra tratar volta às aulas como compra solta. Ela precisa entrar no seu planejamento, mesmo que seja um planejamento simples.
2. Lista na mão, impulso de lado
A lista de material costuma ter de tudo um pouco. Pra não se perder:
- pegue a lista da escola;
- veja o que você já tem em casa (mochila, estojo, tesoura, régua, caderno pouco usado);
- marque o que é realmente obrigatório comprar agora e o que pode esperar.
Dica prática:
- Se na lista tiver 10 itens de papelaria, talvez você consiga começar o ano com 7 e comprar o resto aos poucos.
- Mochila, lancheira e estojo muitas vezes duram mais de um ano se estiverem em bom estado.
A lógica é simples:
“Primeiro o básico pra criança estudar, depois o resto.”
3. Como priorizar gastos na volta às aulas
Com a lista enxugada, é hora de priorizar:
1) Prioridade máxima
- mensalidade/matrícula;
- material realmente pedido pela escola para uso em aula (caderno, lápis, caneta, livros obrigatórios).
2) Importante, mas ajustável
- mochila nova, lancheira, estojo “dos sonhos”;
- cadernos decorados, marca específica de material.
Aqui dá pra:
- buscar opções mais simples;
- deixar algo pra comprar depois do primeiro mês;
- combinar com a criança uma escolha “principal” (ex.: a mochila) e simplificar o resto.
3) Totalmente opcional
- itens extras que não foram pedidos;
- duplicar material só por vontade, não por necessidade.
Quando o dinheiro está curto, volta às aulas precisa ser objetiva. O que não for essencial pode virar meta pro meio do ano, por exemplo.
4. Compras inteligentes: onde dá pra economizar de verdade
Alguns cuidados podem aliviar bem o valor final:
- Pesquisar preços
Não precisa passar o dia nisso, mas comparar 2 ou 3 lojas físicas e online já mostra diferença grande em itens como cadernos, lápis de cor e mochila. - Comprar em conjunto
Se tiver parentes ou amigos na mesma situação, vocês podem:
- dividir pacotes grandes (resma de papel, caixas de lápis, canetas em quantidade);
- aproveitar promoções de “leve mais e pague menos”.
- Fugir dos juros escondidos
Parcelar em muitas vezes, principalmente em cartão, pode até parecer leve agora, mas pega o resto do ano.
Antes de parcelar, pergunte:
- Qual o valor total com juros?
- Essa parcela cabe no orçamento junto com as outras contas?
Se a resposta for “só se tudo der muito certo”, talvez seja mais seguro ajustar a lista do que aceitar qualquer condição.
5. E quando o salário não dá conta da volta às aulas?
Pode ser que, mesmo com lista enxuta e pesquisa de preço, o dinheiro não feche. Nesse cenário, vale pensar em alternativas que não virem bola de neve.
Ordem de prioridade:
- Negociar direto com a escola, se o problema for matrícula ou mensalidade:
- perguntar sobre prazo;
- ver se dá pra dividir matrícula;
- entender se existe desconto pra pagamento em determinada data.
- Evitar cartão de crédito com juros altos e cheque especial, que costumam pesar mais do que qualquer solução de crédito planejada.
- Só depois disso olhar pra opções como Crédito do Trabalhador (consignado em folha), se for o caso de organizar não só a volta às aulas, mas várias dívidas ao mesmo tempo.
O Juca já tem um conteúdo explicando quando o Crédito do Trabalhador pode fazer sentido pra quem é CLT:
6. Use o crédito com cuidado na volta às aulas
Crédito pode ajudar em volta às aulas? Pode, desde que:
- você saiba exatamente quanto precisa;
- a parcela caiba no seu bolso junto com o resto das contas;
- ele não seja usado pra complementar gasto que poderia ser reduzido (como itens de marca muito mais caros).
Quando o crédito entra pra:
- trocar dívidas caras por uma parcela menor e fixa;
- organizar o início do ano como um todo (contas de janeiro + escola);
ele faz mais sentido do que quando é usado só pra manter um padrão de consumo que o salário ainda não sustenta.
Se você quer aprender mais a equilibrar orçamento, compras e crédito, a Serasa tem vários conteúdos simples sobre planejamento financeiro.
Serasa Ensina – Educação Financeira: https://www.serasa.com.br/ensina
7. Resumo pra levar pra todo começo de ano
Na volta às aulas, pra não se enrolar:
- comece entendendo quanto do seu salário está livre de verdade;
- enxugue a lista de material, reaproveitando o que já tem;
- priorize mensalidade e itens essenciais;
- deixe supérfluos pra depois, se o orçamento permitir;
- se precisar de crédito, que seja com calma, conta feita e parcela que caiba no seu bolso.
O objetivo não é ter tudo perfeito no primeiro dia, e sim garantir que a criança esteja com o básico para estudar, sem que a família passe o resto do ano sufocada.
Se você quiser entender, na prática, se um crédito com parcelas fixas pode ajudar a organizar as contas do começo do ano:
Simule agora no Juca e veja, em poucos minutos, as opções que podem caber no seu bolso.




