Cartão x crédito do trabalhador: o que pesa menos

Cartão x crédito do trabalhador: o que pesa menos

Fim de mês apertado, conta inesperada, limite ali “sobrando” no app… e pronto: o cartão entra em cena. Pra muita gente, ele é o primeiro recurso quando o dinheiro não dá.

Mas, desde que o crédito do trabalhador (consignado privado para CLT) começou a ganhar força, surgiu uma pergunta importante: o que pesa menos no bolso, cartão ou crédito do trabalhador?

A resposta curta: na maioria das vezes, o crédito do trabalhador é bem mais leve do que deixar a dívida rodando no cartão. Mas vamos por partes.

1. Como funciona o peso do cartão de crédito

O cartão não é vilão por si só. Ele é uma forma de pagamento. O problema começa quando:

  • você não quita a fatura inteira;
  • entra no rotativo ou começa a parcelar a fatura várias vezes;
  • usa o cartão pra “completar o mês”, e não só pra organizar os pagamentos.

O rotativo do cartão (quando você paga só uma parte da fatura) é uma das modalidades mais caras do mercado. Dados recentes do Banco Central mostram que os juros do rotativo passam de 400% ao ano, mesmo depois das mudanças de regras.

Na prática, isso significa:

  • uma dívida pequena cresce muito rápido;
  • a parcela que parecia “levinha” se multiplica;
  • você entra num ciclo em que paga, paga… e o saldo quase não diminui.

Se você tem usado o cartão pra tapar buraco, vale acender o alerta: talvez ele esteja deixando seu mês mais pesado, não mais leve.

2. O que é o crédito do trabalhador e por que ele costuma pesar menos

O crédito do trabalhador é um tipo de consignado privado para quem tem carteira assinada (CLT). Ele funciona com desconto direto na folha, e pode usar parte do FGTS como garantia, dependendo da operação.

Por que isso importa?

  • Como o risco pro banco é menor (porque a parcela sai direto do salário),
    → a taxa de juros também tende a ser menor.
  • Você já contrata sabendo:
    → valor do crédito,
    → taxa,
    → número de parcelas
    → e quanto vai ser descontado todo mês.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e do Banco Central, o consignado privado (onde entra o crédito do trabalhador) tem ficado na casa de 3% a 4% ao mês, enquanto o rotativo do cartão passa de 15% ao mês.

Não é detalhe. É a diferença entre:

  • uma dívida que cresce numa velocidade absurda (cartão), e
  • uma dívida com parcela previsível e juros bem menores (crédito do trabalhador).

Se você quiser ver, na prática, como esse tipo de crédito funciona e em que situações ele ajuda, o Blog do Juca tem um artigo só sobre isso:

3. Quando o cartão pode fazer sentido

Nem tudo é 8 ou 80. O cartão pode ser útil quando:

  • você usa como meio de pagamento, não como empréstimo;
  • paga 100% da fatura na data;
  • aproveita benefícios (pontos, milhas, cashback) sem entrar no rotativo.

Pra compras do dia a dia que você já sabe que consegue pagar, ele é prático.

O problema é quando o cartão vira:

  • extensão do salário;
  • saída padrão pra emergência;
  • empurrãozinho de “depois eu vejo”.

Nesses casos, ele quase sempre vai pesar bem mais do que outras opções.

4. Quando o crédito do trabalhador pode ser a escolha mais leve

O crédito do trabalhador costuma fazer mais sentido quando:

  • você já tem dívida cara no cartão ou cheque especial;
  • precisa de um valor maior pra organizar várias contas de uma vez;
  • quer sair do sufoco, não empurrar o problema pra frente.

Exemplos práticos:

  • Trocar o rotativo do cartão por parcela fixa
    Em vez de ficar girando uma dívida com juros altíssimos, você contrata um valor via crédito do trabalhador, quita o cartão e passa a pagar uma parcela só, com juros menores.
  • Unir várias dívidas soltas em uma só
    Vários boletos, faturas e empréstimos pequenos podem virar uma única parcela, facilitando o controle.
  • Resolver uma emergência grande
    Em vez de parcelar tudo no cartão sem saber onde isso vai parar, você simula o crédito, entende quanto entra, quanto sai e por quanto tempo.

O ponto chave é:

“O crédito do trabalhador entra como parte de um plano pra melhorar o fluxo do seu mês, não como mais um buraco.”

5. Como comparar o que pesa menos no seu caso

Pra decidir entre cartão e crédito do trabalhador, responda:

  1. Qual é a taxa de juros?
    • Rotativo do cartão: uma das maiores do mercado. 
    • Crédito do trabalhador: juros de consignado privado, bem menores. 
  2. Você sabe quando a dívida termina?
    • Cartão: se você só paga o mínimo ou entra no rotativo, a dívida não tem “fim” claro.
    • Crédito do trabalhador: tem prazo definido, você sabe quantas parcelas vai pagar.
  3. A parcela cabe no seu salário junto com o resto?
    • Se qualquer uma das opções for esmagar aluguel, comida e contas básicas, é sinal de que primeiro você precisa ajustar o orçamento, antes de pegar crédito.

Se quiser uma visão mais técnica sobre juros, tipos de crédito e como isso aparece nos dados oficiais, o Banco Central mantém uma área de educação financeira bem completa.

Banco Central – Cidadania Financeira: https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira

Resumo: quem pesa mais na sua carteira?

  • Cartão é ferramenta boa quando você paga à vista na fatura.
  • Quando vira dívida, especialmente no rotativo, pesa muito mais.
  • O crédito do trabalhador, por ser consignado e ter juros menores, tende a ser uma forma mais leve de organizar dívidas que já existem.
  • A melhor escolha não é a que libera dinheiro mais rápido, e sim a que deixa seu mês respirando melhor.

Se você está com o cartão te perseguindo e quer ver, na prática, se um crédito com parcela fixa e juros menores pode aliviar o mês:

Simule agora no Juca e veja, em poucos minutos, qual opção pesa menos no seu bolso.

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