Juros do cartão vs. consignado CLT: comparação direta com números

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Two people shaking hands in an office, signaling an agreement or partnership.

Cartão de crédito e consignado CLT são duas formas de acessar dinheiro — mas com custos completamente diferentes. Entender essa diferença na prática, com números reais, é o que separa uma decisão financeira consciente de uma que vai custar caro nos próximos meses.

Resumo rápido

  • O rotativo do cartão pode ultrapassar 400% ao ano — um dos mais caros do mercado
  • O consignado CLT opera com taxas muito menores, pois tem desconto garantido em folha
  • A diferença em reais pode ser enorme dependendo do valor e do prazo
  • Trocar dívida cara por crédito mais barato pode fazer sentido — mas exige planejamento

O custo real do cartão de crédito

O cartão de crédito tem dois momentos distintos. Enquanto você paga a fatura integralmente no vencimento, não paga juros. Mas quando paga apenas o mínimo — ou qualquer valor menor que o total —, o saldo restante cai no rotativo, que é uma das linhas de crédito mais caras do Brasil.

Segundo dados do Banco Central, a taxa média do rotativo do cartão de crédito supera 400% ao ano. Em termos práticos: uma dívida de R$ 1.000 no rotativo pode virar R$ 5.000 em um ano se não for quitada.

O custo do consignado privado CLT

No consignado privado, as parcelas são descontadas diretamente em folha de pagamento. Esse mecanismo reduz o risco de inadimplência para o banco — e esse risco menor se reflete em taxas de juros significativamente menores do que as do rotativo.

A diferença entre as duas taxas pode ser enorme. Uma dívida de R$ 5.000 no rotativo do cartão pode custar muito mais do que um empréstimo consignado de mesmo valor no mesmo prazo.

Exemplo prático

Imagine R$ 5.000 de dívida no rotativo do cartão, sem conseguir pagar o total. Com juros de 15% ao mês (taxa média do mercado), em 12 meses essa dívida pode ultrapassar R$ 20.000 se não for quitada. No consignado, com taxa de 2% ao mês, a mesma dívida de R$ 5.000 em 24 parcelas resultaria em parcelas mensais de aproximadamente R$ 250 e custo total controlado.

Os números variam conforme a taxa real de cada operação, mas a direção é sempre a mesma: o consignado costuma custar bem menos do que o rotativo do cartão.

Quando vale trocar a dívida do cartão pelo consignado

Trocar dívida cara por crédito com custo menor é uma estratégia válida quando: a parcela do consignado cabe no salário após o desconto, o valor total pago no consignado é menor do que o total que você pagaria continuando no cartão, e você tem margem consignável disponível.

O que não faz sentido é usar o consignado para pagar o cartão e continuar gastando no cartão — porque a dívida volta. A troca só funciona combinada com controle do gasto no cartão.

Como simular e comparar

Antes de qualquer decisão, simule no Juca. A simulação do Crédito do Trabalhador mostra a parcela, o prazo e o custo total — e você pode comparar com o que está pagando hoje no cartão. Se as condições fizerem sentido, você decide. Se não fizerem, não há nenhum compromisso.

Antes de contratar, veja o que avaliar antes de qualquer operação de crédito e como funciona o passo a passo de contratação do Crédito do Trabalhador. Se a dívida que você quer trocar está no cartão, entenda também como usar o crédito para organizar dívidas de forma inteligente.

Rodrigo Faro e Juca
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Blog do Juca (vemprojuca.com/blog) é escrito por um time multidisciplinar de especialistas em fintech, antecipação do saque-aniversário do FGTS, crédito consignado e soluções de crédito para trabalhadores, finanças pessoais, investimentos e inteligência artificial.

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