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Calculadora de Juros Compostos

Juros compostos são juros que rendem juros: o ganho de um mês entra na base do mês seguinte. É o que faz uma reserva pequena virar dinheiro de verdade com o tempo — e é exatamente o mesmo motor que transforma uma fatura de cartão atrasada numa dívida impagável. A calculadora abaixo mostra os dois lados.

🔒 A conta roda no seu navegador — nada é enviado nem salvo

Calcule os juros compostos

É uma projeção, não uma promessa. A conta usa a taxa que você digitar, fixa do começo ao fim. Na vida real rendimento varia, imposto incide sobre o ganho e a inflação come parte do resultado. Nenhum dado sai do seu aparelho: a conta é feita aqui no navegador.

Quanto dinheiro

O que você já tem guardado hoje. Pode ser 0 se vai começar do zero.

O aporte entra no fim de cada mês. Pode ser 0.

Taxa e prazo

Diga a taxa do jeito que ela aparece para você — ao mês ou ao ano. A calculadora converte pela equivalência correta, não dividindo por 12.

Máximo de 50 anos.

O que são juros compostos

No juro simples, o juro incide sempre sobre o valor original. Você aplica R$ 1.000 a 1% ao mês e ganha R$ 10 todo mês, para sempre.

No juro composto, o juro de cada período entra na base do período seguinte. No primeiro mês você ganha R$ 10; no segundo, 1% sobre R$ 1.010, ou seja R$ 10,10; no terceiro, 1% sobre R$ 1.020,10. A diferença parece ridícula no começo — e é. O que muda tudo é o tempo.

R$ 1.000 a 1% ao mês, sem colocar mais nada: em 1 ano viram R$ 1.126,83 (o juro simples daria R$ 1.120). Em 10 anos viram R$ 3.300,39, contra R$ 2.200 no juro simples. Em 30 anos, R$ 35.949,64 contra R$ 4.600.

Nos primeiros meses a diferença é de trocados. Em três décadas, o composto entrega quase oito vezes mais. É por isso que começar cedo pesa mais do que começar com muito.

A fórmula, em português

A conta do montante é esta:

M = C × (1 + i)n

  • M é o montante: quanto você tem no fim.
  • C é o capital: quanto você tinha no começo.
  • i é a taxa do período, em decimal — 1% ao mês é 0,01.
  • n é o número de períodos, na mesma unidade da taxa. Se a taxa é mensal, n é em meses.

Quando você também guarda um valor todo mês, entra a segunda parte da conta, a da série de aportes: cada depósito rende pelo tempo que ficou aplicado, e o último não rende nada, porque entrou no fim. A calculadora acima soma as duas partes — e é por isso que o resultado dela não bate com o de calculadoras que só fazem a primeira.

Taxa e prazo precisam estar na mesma unidade. Taxa ao mês pede prazo em meses; taxa ao ano pede prazo em anos. Misturar as duas é o erro mais comum de quem faz a conta na mão — e a fonte de resultados absurdos, fora da realidade por um fator de 12.

Simples × composto, lado a lado

R$ 1.000 aplicados a 1% ao mês, sem aportes:

TempoJuros simplesJuros compostosDiferença
1 anoR$ 1.120,00R$ 1.126,83R$ 6,83
5 anosR$ 1.600,00R$ 1.816,70R$ 216,70
10 anosR$ 2.200,00R$ 3.300,39R$ 1.100,39
20 anosR$ 3.400,00R$ 10.892,55R$ 7.492,55
30 anosR$ 4.600,00R$ 35.949,64R$ 31.349,64

Repare no formato da diferença: ela é quase nada por anos e depois dispara. Não é a taxa que faz o estrago (ou o milagre) — é o expoente. Por isso o único insumo que ninguém consegue comprar depois é tempo.

O erro de dividir a taxa por 12

Se um investimento rende 1% ao mês, quanto rende ao ano? A resposta que quase todo mundo dá é 12%. A resposta certa é 12,68%, porque o juro de cada mês passa a render junto nos meses seguintes.

A conversão correta é (1 + i)12 − 1, não i × 12. A calculadora acima mostra as duas na tela de propósito, para você ver o tamanho do desvio com os seus próprios números.

Onde isso importa de verdade: no crédito. Uma taxa de 8% ao mês não é 96% ao ano, é 151,8% ao ano. Uma de 15% ao mês, típica de rotativo de cartão, não é 180% ao ano — é 435,0%. Quem faz a conta dividindo por 12 subestima o custo da dívida pela metade.

Ao comparar propostas de empréstimo, compare sempre no mesmo período e, principalmente, olhe o CET — o Custo Efetivo Total, que inclui IOF, tarifas e seguros além do juro. É ele que diz quanto a operação custa de verdade.

Do outro lado: a dívida que ninguém pagou

A mesma fórmula, com o sinal trocado. Uma fatura de R$ 1.000 no rotativo do cartão a 15% ao mês, se você não pagar nada:

Tempo paradoVocê deveQuanto virou
3 mesesR$ 1.520,871,5 vez
6 mesesR$ 2.313,062,3 vezes
1 anoR$ 5.350,255,4 vezes
2 anosR$ 28.625,1828,6 vezes

Não é exagero de texto de blog: é a conta. O rotativo do cartão é o crédito mais caro do mercado brasileiro — as taxas médias por modalidade estão publicadas pelo Banco Central e vale conferir a do seu cartão na fatura — e o juro composto sobre uma taxa dessas cresce mais rápido do que qualquer salário consegue acompanhar.

É por isso que, numa dívida cara, trocar o juro resolve mais do que apertar o orçamento. Quitar o rotativo com um crédito de taxa menor não é "trocar dívida por dívida": é parar de multiplicar. E, do lado de quem investe, vale a inversão — nenhum investimento comum rende o que o rotativo cobra, então quitar uma dívida cara é o melhor rendimento garantido que existe.

O que esta calculadora não sabe

  • Imposto de renda. A projeção mostra o rendimento bruto. Em renda fixa, o IR incide sobre o ganho pela tabela regressiva (de 22,5% a 15%, conforme o prazo) e come parte do resultado.
  • Inflação. R$ 35 mil daqui a 30 anos não compram o que R$ 35 mil compram hoje. Para raciocinar em poder de compra, use uma taxa real (o rendimento acima da inflação), não a nominal.
  • Taxa que varia. A conta usa a taxa fixa que você digitou. Na vida real o CDI muda, a poupança muda, a bolsa oscila e ninguém rende o mesmo percentual todo mês por 20 anos.
  • Taxas de administração e custódia, que reduzem o rendimento líquido de fundos e de alguns títulos.
  • Análise de crédito. No modo dívida, a parcela calculada é a matemática da tabela Price. Nenhuma instituição é obrigada a te oferecer aquele prazo ou aquela taxa.

Perguntas frequentes

Esta calculadora guarda meus dados?

Não. O cálculo roda inteiro no seu navegador, em JavaScript. Nada é enviado para nossos servidores, não pedimos e-mail e não pedimos CPF.

Qual a diferença entre juros simples e compostos?

No simples, o juro incide sempre sobre o valor inicial e o crescimento é uma linha reta. No composto, o juro de cada período entra na base do período seguinte e o crescimento é uma curva. Em prazos curtos a diferença é pequena; em prazos longos ela é a maior parte do resultado.

A poupança rende juros compostos?

Rende, mas só nos aniversários mensais do depósito: se você saca antes de completar o mês, perde o rendimento daquele período. É a razão de a poupança render menos do que parece para quem movimenta a conta com frequência.

Como transformar taxa ao ano em taxa ao mês?

Elevando a (1 + taxa anual) a 1/12 e subtraindo 1. Uma taxa de 12,68% ao ano equivale a 1% ao mês. Dividir 12,68 por 12 daria 1,057%, que está errado — e o erro cresce quanto maior for a taxa. A calculadora acima aceita a taxa nos dois períodos e faz a conversão certa.

Juros compostos em empréstimo são legais no Brasil?

Sim. A capitalização de juros em período inferior a um ano é admitida nos contratos de instituições financeiras, e a jurisprudência dos tribunais superiores é firme nesse sentido desde a Medida Provisória 2.170-36/2001. O que a lei exige é que o custo seja informado com clareza: taxa mensal, taxa anual e CET. Juro alto de instituição autorizada é caro, mas é legal — o que não é legal é a agiotagem.

Quanto preciso guardar por mês para chegar a R$ 100 mil?

Depende da taxa e do prazo, e é exatamente para isso que a calculadora serve: preencha o aporte e o tempo que você consegue sustentar e veja aonde chega. Um caminho comum: R$ 500 por mês a 0,8% ao mês chegam a R$ 100 mil em 10 anos — dos quais R$ 60 mil são seus aportes e R$ 40 mil são juros.

Estou endividado. Vale mais a pena investir ou quitar?

Se o juro da dívida é maior que o rendimento do investimento — e no rotativo do cartão, no cheque especial e no crédito pessoal sem garantia ele quase sempre é — quitar rende mais. Cada real usado para abater uma dívida a 15% ao mês "rende" 15% ao mês garantidos, coisa que investimento nenhum promete.

Se o problema hoje é o juro que você paga

Quando a conta do modo dívida assusta, a saída costuma ser trocar o juro caro por um mais barato, não aumentar a prestação. Crédito com garantia custa uma fração do rotativo, e para um aperto pequeno de fim de mês existe alternativa melhor que o cheque especial. Em todos há análise de crédito, e ela pode recusar o pedido.

Para entender o custo de um empréstimo antes de assinar, leia empréstimo pessoal: como funciona, custo e CET e juros na prática: como entender o custo das parcelas. As outras contas estão em calculadoras do Juca.

Como esta página calcula

  • Montante: M = C × (1 + i) elevado a n, com a série de aportes somada pela fórmula da série uniforme postecipada (aporte no fim de cada período).
  • Parcela fixa do modo dívida: tabela Price, P = PV × i / (1 − (1 + i) elevado a −n).
  • Conversão de taxa anual para mensal pela equivalência composta, (1 + i) elevado a 1/12, menos 1.
  • Capitalização de juros em contratos bancários: Medida Provisória nº 2.170-36/2001, art. 5º.
  • Dever de informar o Custo Efetivo Total ao consumidor: Resolução CMN nº 4.881/2020.
  • Taxas médias de juros por modalidade de crédito: Banco Central do Brasil, relatório de taxas de juros.
  • Todos os exemplos numéricos desta página foram conferidos contra o motor da calculadora.
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