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Como vender no iFood: cadastro, taxas e repasse

Veja como vender no iFood: CNPJ ou MEI, cadastro, comissão de 12% ou 23% e quanto sobra por pedido. Simule o capital de giro para a sua loja no Juca.
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Cozinheiro organiza embalagens de refeições para entrega.

Por Tom Cerginer, Correspondente Bancário Febraban (FBB100). Atualizado em outubro de 2026

Para vender no iFood, o primeiro passo é ter um CNPJ ativo (o MEI serve, se o ramo for compatível) e fazer o cadastro no Portal do Parceiro. No Plano Básico a loja entrega e paga 12% de comissão; no Plano Entrega o iFood entrega e cobra 23%, segundo o iFood (out/2026).

Resposta rápida:

  • O iFood pede CNPJ ativo para cadastrar a loja, e aceita MEI com ramo compatível.
  • A ativação leva de 3 a 7 dias úteis depois da documentação completa e do cardápio.
  • A comissão é de 12% no Plano Básico e de 23% no Plano Entrega (out/2026).
  • A taxa de pagamento online de 3,2% e a mensalidade são cobradas além da comissão.
  • O repasse cai às quartas-feiras; no modelo tradicional, o ciclo é de quatro semanas.

O que precisa para vender no iFood: CPF ou CNPJ?

Para vender no iFood, a regra é ter CNPJ ativo. Segundo o iFood, o cadastro da loja pede CNPJ ativo, além de CPF e RG do titular. O iFood também fala em cadastro com CPF em cidades selecionadas, mas esse caminho é exceção e deve ser confirmado no Portal do Parceiro.

Quem quer começar com segurança abre o CNPJ antes. Para quem já vende em outras plataformas, o guia sobre vender em marketplace sendo MEI mostra o quadro geral.

Como vender no iFood sendo MEI

O MEI (Microempreendedor Individual) é aceito pelo iFood desde que o ramo seja compatível com a vertical, como alimentação, segundo o iFood. O ramo aparece no CNAE, a Classificação Nacional de Atividades Econômicas, o código que diz o que a empresa faz.

O iFood não publica, nessa página, uma lista fechada de códigos aceitos. Do lado do MEI, o Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018, da Receita Federal, lista as ocupações permitidas, entre elas:

  • Restaurante independente: CNAE 5611-2/01.
  • Lanchonete, casa de chá e casa de sucos: CNAE 5611-2/03.
  • Bar: CNAE 5611-2/04 e 5611-2/05.
  • Ambulante de alimentação: CNAE 5612-1/00.
  • Marmiteiro, doceiro e salgadeiro: CNAE 5620-1/04.

Documentos e vigilância sanitária

O cadastro pede, para a conta, nome completo, e-mail e celular. Para a loja, pede CNPJ ativo, CPF e RG do titular; para ativar, conta bancária, cardápio e dados do negócio, segundo o iFood. O iFood pode pedir outros documentos conforme o caso.

Cozinha que vende comida precisa seguir as regras sanitárias. Segundo a Anvisa, a RDC nº 216/2004 define as boas práticas para serviços de alimentação. O licenciamento e o alvará são municipais, e as regras e os prazos variam por cidade. A consulta começa na vigilância sanitária da sua prefeitura.

Atenção: consulte a prefeitura sobre alvará e licença sanitária antes de investir em embalagem ou fotos do cardápio. O iFood indica a Central de Ajuda para tirar dúvidas de documentação.

Como cadastrar no iFood, passo a passo

O cadastro é feito no Portal do Parceiro iFood. A ativação leva de 3 a 7 dias úteis depois da documentação completa e do cardápio configurado, segundo a página institucional do iFood, e pode ser mais rápida ou mais lenta conforme a fila de validações.

Estes são os passos do cadastro:

  1. Crie a conta no Portal do Parceiro iFood com nome completo, e-mail e celular.
  2. Cadastre a loja com o CNPJ e o CPF e o RG do titular.
  3. Informe a conta bancária, que precisa estar no mesmo CNPJ da loja.
  4. Monte o cardápio com fotos, descrição e preço de cada item.
  5. Escolha o plano, assine o contrato e aguarde a ativação.

Prazos de terceiros que circulam na internet não são oficiais; vale o que o Portal do Parceiro mostrar para a sua loja.

Sobre a conta bancária, o iFood só paga em banco homologado pela CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) e com o mesmo CNPJ da loja. A conta de pessoa física é aceita só para o MEI, com o CPF vinculado ao CNPJ, segundo o blog oficial do iFood sobre repasse.

O cardápio pesa na aprovação e nas vendas. Comece com poucos itens que a cozinha domina, com foto clara de cada prato. Lembre que a venda gera obrigação fiscal: o guia de nota fiscal do MEI explica quando emitir.

Quanto custa vender no iFood: planos, comissão e mensalidade

A taxa iFood tem três partes: a comissão sobre o pedido, a taxa de pagamento online e a mensalidade. Segundo o iFood (valores de 23/06/2026, página atualizada em 15/09/2026), a comissão é de 12% no Plano Básico e de 23% no Plano Entrega, com taxa online de 3,2% nos dois.

A comissão do iFood muda conforme quem faz a entrega. No Plano Básico, a própria loja entrega. No Plano Entrega, a entrega parceira do iFood leva o pedido, e a disponibilidade pode variar por região.

Taxa iFood por plano para restaurantes (valores de 23/06/2026)
Plano Quem entrega Comissão e taxa online Mensalidade
Plano Básico A própria loja 12% + 3,2% R$ 110,00/mês
Plano Entrega Entrega parceira do iFood 23% + 3,2% R$ 150,00/mês

A taxa de pagamento online de 3,2% incide nos pedidos pagos pelo app. Vale-refeição, vale-alimentação ou pagamento na entrega vão direto para a loja e não passam pelo repasse, segundo o iFood.

Segundo o iFood, a mensalidade (R$ 110,00 no Plano Básico e R$ 150,00 no Plano Entrega) só é cobrada da loja que fatura mais de R$ 1.800,00 no mês. Abaixo disso, não há mensalidade. Pode haver condição promocional para loja nova; confira no Portal do Parceiro.

Quando o dinheiro cai: o repasse

O repasse do iFood é pago sempre às quartas-feiras, e no modelo tradicional o ciclo é de quatro semanas, segundo o iFood. No repasse semanal, o pagamento é toda semana.

O crédito costuma cair entre 18h e 18h30, mas pode levar mais horas para aparecer no extrato, e chega líquido de comissão, taxas e estornos. Na prática, você compra insumo hoje e recebe semanas depois. O guia de fluxo de caixa do MEI mostra como planejar essa espera.

Quanto sobra de cada pedido: a conta com a comissão

De um prato de R$ 40,00 pago pelo app, sobram R$ 33,92 no Plano Básico e R$ 29,52 no Plano Entrega, antes do custo do prato. A conta usa os percentuais do iFood: 12% ou 23% de comissão mais 3,2% de taxa online.

Quanto sobra de cada pedido ao vender no iFood: prato de R$ 40,00
Item Plano Básico Plano Entrega
Preço do prato R$ 40,00 R$ 40,00
Comissão (12% ou 23%) R$ 4,80 R$ 9,20
Taxa de pagamento online (3,2%) R$ 1,28 R$ 1,28
Sobra antes do custo R$ 33,92 R$ 29,52

A diferença entre os planos é de R$ 4,40 por pedido de R$ 40,00. Em 100 pedidos no mês, são R$ 440,00 a mais de comissão no Plano Entrega. Esse valor é o que o plano cobra para que você não precise ter entregador.

Três custos ainda saem dessa sobra:

  • Custo dos ingredientes e da embalagem de cada prato.
  • Mensalidade, se o faturamento do mês passar de R$ 1.800,00.
  • Custo da entrega própria, no caso do Plano Básico.

Por isso o preço do cardápio no app costuma ser pensado separado do preço do balcão. Este guia mostra só o efeito da comissão. O método completo, com ficha técnica e margem, está no guia de como calcular preço de venda.

Atenção: pedido pago em dinheiro ou vale na entrega não paga a taxa online de 3,2%, mas paga a comissão. Refaça a conta com o seu mix real de pagamentos.

Entrega própria ou do app para restaurante pequeno?

O iFood para restaurante pequeno se resume a uma troca: na entrega própria a comissão é menor (12%), mas a loja paga o motoboy; na entrega do iFood a comissão sobe para 23%, e o app cuida da logística. Qual pesa menos depende do volume e da distância.

Entrega própria x entrega do iFood para restaurante pequeno
Critério Entrega própria (Plano Básico) Entrega do iFood (Plano Entrega)
Comissão 12% do pedido 23% do pedido
Custo por pedido Motoboy, combustível ou taxa por corrida Incluso na comissão
Controle do prazo Da loja Da entrega parceira do iFood
Área atendida Até onde a loja consegue entregar Conforme a disponibilidade do plano

Alguns critérios ajudam na decisão, sem regra fixa:

  • Compare o custo do motoboy por pedido com os R$ 4,40 de diferença do exemplo.
  • Considere quantos pedidos saem por dia e em que horários.
  • Avalie se os clientes ficam perto da cozinha ou espalhados pelo bairro.
  • Confira se o Plano Entrega existe na sua região.

A dark kitchen é a cozinha que atende só delivery, sem salão. Ela reduz o custo de aluguel e atendimento, mas fica totalmente dependente do app.

Uma dica para vender mais no iFood: cardápio enxuto, com poucos itens bem fotografados, costuma sair mais rápido da cozinha e errar menos. Prato que demora atrasa a entrega e piora a avaliação.

Dinheiro para equipamento e estoque antes do primeiro repasse

O dinheiro para equipamento e estoque costuma faltar justamente no começo, porque a loja compra antes e o repasse do iFood chega semanas depois. Fritadeira, embalagem e insumos saem do caixa da empresa, não do bolso do titular.

Uma saída é o empréstimo para MEI do Juca: um limite de capital de giro que cai por Pix na conta da empresa, para usar como precisar. A fatura é semanal e, pagou, o limite volta. Vale para MEI, ME e EPP.

Há custo e risco. São cobrados juros, e o atraso gera juros, multa e mora conforme o contrato. A análise olha o CNPJ e o CPF do titular e pode recusar ou liberar um limite menor. Aprovado, o Juca libera na hora. Compare o custo com a margem que sobra de cada pedido antes de contratar.

Precisa de capital de giro para começar no delivery? Veja as condições do capital de giro para a empresa no Juca e simule pelo site.

Perguntas frequentes

Dá para vender no iFood de casa?

Depende da regra do seu município. O licenciamento sanitário e o alvará são municipais, então é a prefeitura que diz se a cozinha da sua casa pode ser licenciada e em que condições. O cadastro no iFood, por sua vez, pede CNPJ ativo.

Posso vender qualquer tipo de comida no iFood?

Não necessariamente. O ramo da empresa precisa ser compatível com a vertical em que ela se cadastra, e a cozinha precisa seguir as regras sanitárias. Confira no Portal do Parceiro as condições da sua categoria.

No Juca, o dinheiro cai no Pix

Este conteúdo é educacional e não é oferta de crédito nem consultoria financeira, contábil ou jurídica. As condições variam por instituição e dependem de análise de crédito. Planos, comissões e prazos do iFood podem mudar: confira sempre no Portal do Parceiro. O Juca (JUCA INTERMEDIACOES E SERVICOS LTDA, CNPJ 48.225.686/0001-45) atua como correspondente bancário de instituições financeiras parceiras, nos termos da Resolução CMN nº 3.954/2011. O empréstimo para MEI é concedido pela BMP SOCIEDADE DE CREDITO DIRETO S.A., CNPJ 34.337.707/0001-00.

Tom Cerginer é cofundador do Juca e editor-chefe do blog. Engenheiro de Produção (UFRJ) e Correspondente Bancário certificado Febraban (FBB100, Correspondente Bancário Completo), tem 4 anos de experiência em produtos de crédito para trabalhadores CLT e informais. Veja os artigos do autor.

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