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Como pagar funeral sem dinheiro: passo a passo

Veja como pagar funeral sem dinheiro: CRAS, sepultamento social, auxílio funeral e seguro do falecido. Confira o que pedir no orçamento e comece pelo CRAS.
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Mulher acompanhada de familiar recebe orientação em um atendimento.

Para saber como pagar funeral sem dinheiro, o primeiro passo é procurar o CRAS ou a Secretaria de Assistência Social da cidade. A Lei nº 8.742/1993, art. 22, prevê benefícios eventuais em caso de morte, e muitos municípios oferecem sepultamento social. Depois, veja se quem faleceu tinha seguro de vida ou previdência privada, e compare orçamentos.

Resposta rápida:

  • Procure o CRAS ou a assistência social da cidade antes de fechar com a funerária.
  • Muitos municípios têm sepultamento social, e as regras variam de cidade para cidade.
  • Veja se o falecido tinha seguro de vida, plano funerário ou previdência privada.
  • Peça o orçamento por escrito e separe o essencial do opcional.
  • Não conte com o INSS: o auxílio funeral previdenciário deixou de existir.

O que fazer primeiro quando não há dinheiro para o funeral

Quando não há dinheiro para o funeral, o primeiro passo é registrar o óbito e procurar a assistência social do município antes de assinar qualquer contrato. Essa ordem evita fechar um serviço caro por pressão, num momento em que ninguém pensa com calma.

Perder alguém já é pesado. Por isso este guia vai direto ao ponto, em frases curtas. Se você puder, peça a um parente ou amigo para cuidar das ligações enquanto você descansa.

Segue a ordem de ação que costuma funcionar melhor para quem quer saber como pagar funeral sem dinheiro:

  1. Peça a declaração de óbito no hospital ou ao médico que atestou a morte.
  2. Registre a certidão de óbito no cartório, com a declaração e um documento com foto.
  3. Procure o CRAS ou a Secretaria de Assistência Social e pergunte pelo auxílio funeral.
  4. Pergunte, onde houver, sobre sepultamento social e declaração de hipossuficiência na Defensoria Pública.
  5. Peça dois ou três orçamentos por escrito às funerárias, usando a tabela deste guia.
  6. Assine o contrato só depois de saber o que o município e o seguro cobrem.

A certidão de óbito é o documento oficial que comprova a morte, emitido pelo cartório de registro civil. Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, o registro do óbito é gratuito. A segunda via pode ter custo, conforme o cartório.

Atenção: não assine contrato com a funerária no hospital, sob pressão. Peça o orçamento por escrito, item por item, e leve para casa. Você tem direito de comparar antes de decidir.

O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) é a porta de entrada da assistência social do município. É lá que se pede o benefício eventual por morte, que pode cobrir parte ou todo o sepultamento, conforme a lei da sua cidade.

Existe enterro gratuito? Como funciona o sepultamento social

Enterro gratuito existe em muitas cidades, com o nome de sepultamento social ou sepultamento gratuito, mas não é regra nacional. Cada município decide quem tem direito, quais documentos pedir e o que o serviço inclui. Por isso, a primeira pergunta é sempre: como funciona na minha cidade?

O sepultamento social costuma ser feito no cemitério municipal, com urna simples e taxa de enterro dispensada. Em geral é destinado a famílias que comprovam não ter condição de pagar. Velório completo, flores e cerimonial raramente entram.

Um exemplo concreto vem do Rio de Janeiro. Segundo a Prefeitura do Rio, quem precisa de sepultamento sem custo procura a Defensoria Pública, que tem plantão 24 horas, levando a declaração de óbito. Lá obtém a declaração de hipossuficiência.

A declaração de hipossuficiência é o documento que atesta que a família não tem recursos para pagar. No Rio, ela é levada com a certidão de óbito ao cemitério, que providencia o sepultamento gratuito. Em outras cidades o caminho pode ser diferente.

Como descobrir a regra da sua cidade

Descobrir a regra da sua cidade leva poucas ligações. Estes são os canais que costumam ter a resposta:

  • CRAS do bairro: atende o pedido de benefício eventual por morte.
  • Secretaria de Assistência Social: informa a lei municipal e o que ela cobre.
  • Defensoria Pública: orienta sobre a declaração de hipossuficiência, onde ela é usada.
  • Administração do cemitério municipal: explica taxas, isenções e documentos.
  • Site da prefeitura: busque por sepultamento social ou auxílio funeral.

Pergunte também se a prefeitura tem funerária conveniada para o serviço social. Em algumas cidades, o benefício é prestado como serviço contratado, e não como dinheiro entregue à família.

Quanto custa um funeral e o que conferir no orçamento

Quanto custa um funeral depende da cidade, do cemitério e dos itens escolhidos, e não existe tabela nacional oficial. Por isso, o mais útil é saber ler o orçamento e separar o que é essencial do que é opcional. É aí que a conta costuma inchar sem a família perceber.

Os valores variam muito entre cidades e entre funerárias, então não vale confiar em média alguma. Peça o preço de cada item por escrito e compare pelo menos dois orçamentos antes de decidir.

Quanto custa um funeral: o que entra no orçamento da funerária
Item Essencial ou opcional, conforme a regra local O que conferir
Urna funerária Em geral essencial (modelo simples) Modelo e acabamento mudam muito o preço
Taxas do cemitério ou do crematório Em geral essencial Cemitério municipal costuma ser mais barato
Transporte do corpo Em geral essencial Distância e quilometragem cobrada
Preparação e higienização Depende da cidade Pergunte se é exigência local
Tanatopraxia e embalsamamento Depende do tipo de traslado Em velório curto e local, costuma ser dispensável
Sala de velório Opcional Cemitério municipal pode ter sala mais barata
Coroa de flores, véu e velas Opcional Família pode levar flores por conta própria
Cerimonial, anúncio e lembranças Opcional Pode ser retirado sem afetar o sepultamento

A cremação é outra opção, mas não é sempre a mais barata. O preço depende de haver crematório público na cidade e das taxas cobradas. Peça orçamento das duas formas, sepultamento e cremação, antes de escolher.

Ao receber o orçamento, confira três pontos. Primeiro, se cada item tem preço separado. Segundo, se há pacote que inclui serviços que você não pediu. Terceiro, se as taxas do cemitério já estão somadas ou serão cobradas à parte.

Auxílio funeral da prefeitura: o benefício eventual da assistência social

O auxílio funeral da prefeitura é um benefício eventual previsto na Lei nº 8.742/1993, a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). O art. 22 da lei define benefícios eventuais como provisões suplementares e provisórias do Suas, prestadas em caso de nascimento, morte, vulnerabilidade temporária e calamidade.

Quem define a concessão e o valor são os Estados, o Distrito Federal e os municípios, com critérios fixados pelos Conselhos de Assistência Social (art. 22, § 1º). Por isso o auxílio funeral muda tanto de uma cidade para outra.

O Decreto nº 6.307/2007 detalha o auxílio por morte. Segundo o art. 4º, ele atende prioritariamente:

  • Despesas com urna funerária, velório e sepultamento.
  • Necessidades urgentes da família diante da morte de provedor ou membro.
  • Ressarcimento, se o benefício não foi concedido quando era necessário.

O mesmo decreto, em seu art. 2º, determina que o atendimento seja feito sem comprovação vexatória de pobreza. O item do ressarcimento importa: se a família já pagou o funeral, ainda pode valer a pena perguntar no CRAS.

Já o antigo auxílio funeral da Previdência não existe mais. Ele foi extinto pelo art. 40 da Lei nº 8.742/1993, e a assistência social do município passou a ser o caminho.

Um exemplo de regra municipal: segundo a Lei municipal nº 1.771/2011 de Marmeleiro (PR), o auxílio funeral é de até um salário mínimo. A mesma lei pede renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e estudo de assistente social.

Como pedir o auxílio funeral no CRAS

Para pedir o auxílio funeral, vá ao CRAS mais próximo ou ligue para a Secretaria de Assistência Social. A lista de documentos muda de cidade para cidade, então confirme antes. Os CRAS costumam pedir:

  • Documento de identificação de quem faz o pedido.
  • Certidão de óbito ou atestado de óbito.
  • Comprovante de residência no município.
  • Comprovante das despesas, se o pedido for de ressarcimento.
  • Número do Cadastro Único, em municípios que o exigem.

Pergunte também o prazo para pedir, porque ele varia de município para município. Quanto antes a família procurar o CRAS, menos risco de perder o direito por demora.

Seguro de vida, plano funerário e previdência privada do falecido

Seguro de vida, plano funerário e previdência privada do falecido podem cobrir o funeral ou deixar dinheiro para a família. Muitas apólices de seguro de vida incluem assistência funeral, que é o serviço prestado diretamente pela seguradora, sem a família pagar na hora.

Descobrir se havia apólice nem sempre é simples. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), a consulta do órgão é pessoal, feita com login gov.br, e não é possível consultar os seguros de parentes falecidos por ela. O órgão indica a pesquisa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), que aceita pedido sobre pessoa falecida.

Esse pedido costuma exigir certidão de óbito, documentos do falecido e de quem pede, e comprovante de parentesco. Confirme a lista e o prazo de resposta no próprio canal, porque eles podem mudar.

Enquanto isso, procure apólices em papéis, e-mails e extratos bancários de quem faleceu. Desconto mensal de seguradora no extrato é uma boa pista. Se a apólice não for localizada, a SUSEP orienta procurar a seguradora, a ouvidoria dela ou o Consumidor.gov.br.

A previdência privada é paga aos beneficiários indicados no plano. Se a família sabe em qual instituição o falecido tinha o plano, vale procurá-la com a certidão de óbito. Para quem quer se prevenir no futuro, o guia de como fazer seguro de vida explica o assunto.

E se ninguém da família tiver o dinheiro?

Se ninguém da família tiver o dinheiro, o caminho é somar pequenas partes e negociar prazo com a funerária. Antes de tudo, confirme se o sepultamento social ou o auxílio funeral do município não cobrem o essencial. Muitas vezes cobrem.

Quando ainda falta parte do valor, estas saídas costumam ajudar:

  • Dividir o custo entre irmãos, filhos e parentes próximos.
  • Organizar uma vaquinha entre amigos, colegas e comunidade religiosa.
  • Negociar o parcelamento direto com a funerária, no boleto ou no cartão.
  • Retirar do orçamento os itens opcionais da tabela acima.

Se a funerária só aceitar Pix à vista e a família tiver limite no cartão, o Pix no crédito pode ser uma alternativa para pagar em até 12x. No Juca, a taxa é a partir de 3,67% a.m., e o CET (Custo Efetivo Total, que soma juros, IOF e encargos) aparece na tela antes de assinar. Compare com o parcelamento da própria funerária.

Antes de parcelar: some todas as parcelas e veja o total a pagar. Parcela que aperta o orçamento dos próximos meses pode virar uma dívida difícil de carregar no meio do luto.

Este conteúdo é educacional e não é oferta nem consultoria financeira ou jurídica. Benefícios municipais, preços e condições de crédito variam por cidade, por instituição e pela análise de crédito. O Juca (JUCA INTERMEDIACOES E SERVICOS LTDA, CNPJ 48.225.686/0001-45) atua como correspondente bancário de instituições financeiras parceiras; no Pix no crédito, a instituição que concede o crédito é a BMP SOCIEDADE DE CREDITO DIRETO S.A., CNPJ 34.337.707/0001-00.

Tom Cerginer é cofundador do Juca e editor-chefe do blog. Engenheiro de Produção pela UFRJ e Correspondente Bancário certificado pela Febraban (FBB100), tem 4 anos de experiência em produtos de crédito para trabalhadores CLT e informais. Ver todos os artigos

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