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Pix ou cartão para vender: quanto sobra da venda

Pix ou cartão para vender: veja quanto sobra de uma venda de R$ 1.000, quando o dinheiro cai e até onde o desconto no Pix compensa. Faça a conta.
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Maquininha de cartão e celular sobre o balcão de um pequeno comércio.

Pix ou cartão para vender: no Pix o dinheiro cai na hora, e a pessoa física e o MEI em geral não pagam para receber uma transferência, mas o banco pode cobrar quando o Pix é pagamento de venda, conforme o contrato da conta. No cartão sai a taxa da maquininha, e no crédito o dinheiro costuma levar cerca de 30 dias. Numa venda de R$ 1.000, a diferença pode chegar a R$ 55 (exemplo ilustrativo).

Resposta rápida:

  • O Pix cai na hora, e a tarifa para receber uma venda depende do contrato da sua conta.
  • O débito cobra uma taxa menor e costuma cair em cerca de 1 dia útil.
  • O crédito à vista cobra mais e costuma cair em cerca de 30 dias, salvo se você antecipar.
  • A Lei 13.455/2017 permite cobrar preços diferentes conforme a forma de pagamento.
  • O desconto no Pix precisa ser informado em local e formato visíveis ao cliente.

Este guia compara uma mesma venda em cinco formas de recebimento e mostra até onde um desconto no Pix ainda compensa.

Qual é melhor para vender, Pix ou cartão?

Escolher entre Pix ou cartão para vender depende de três coisas: quanto sobra da venda, quando o dinheiro cai e como o cliente prefere pagar. O Pix costuma vencer nos dois primeiros critérios, e o cartão ganha no terceiro quando o cliente quer parcelar. As formas de receber estão também no guia de gestão do pequeno negócio.

O custo do cartão tem nome: MDR, sigla em inglês para taxa de desconto do lojista. É o percentual que sai de cada venda e é dividido entre o banco emissor do cartão do cliente, a bandeira e a credenciadora, a empresa dona da maquininha.

Essa taxa varia conforme o contrato, o faturamento e a bandeira. Pequeno negócio com pouco volume costuma pagar mais que um grande varejista, por isso os números deste guia são sempre ilustrativos.

O Pix tem outro peso no dia a dia: o cliente já está acostumado a pagar assim, e o dinheiro entra sem espera.

Se você ainda vai escolher o equipamento, o guia de maquininha de cartão para MEI explica tipos, aluguel e o que conferir no contrato.

Vale mais a pena receber no Pix ou cartão? A conta de uma venda de R$ 1.000

Vale mais a pena receber no Pix ou cartão quando se olha o valor líquido: numa venda de R$ 1.000, o Pix deixa o valor cheio na hora, e o cartão deixa menos e mais tarde. A tabela abaixo mostra quanto sobra de uma venda no cartão de crédito, no débito e no Pix.

Pix ou cartão para vender: quanto sobra de uma venda de R$ 1.000 (valores ilustrativos)
Forma Taxa ilustrativa Valor líquido Quando cai
Pix (conta sem tarifa de recebimento) 0% R$ 1.000,00 na hora
Débito 1,5% R$ 985,00 cerca de 1 dia útil
Crédito à vista 3,5% R$ 965,00 cerca de 30 dias
Crédito à vista antecipado 3,5% + 1,5% R$ 950,00 em poucos dias
Crédito parcelado em 6x 5,5% R$ 945,00 parcelas mensais

Taxas meramente ilustrativas, de um pequeno negócio. A taxa real depende do contrato com a credenciadora, do faturamento e da bandeira. A antecipação de 1,5% foi calculada sobre os R$ 1.000.

A taxa da maquininha no débito, no crédito e no Pix pela maquininha aparece no extrato da credenciadora. Confira esse extrato antes de comparar com a tabela: a sua conta pode ser bem diferente.

O prazo de recebimento também custa dinheiro

O prazo de recebimento é um custo escondido. Na prática de mercado, o crédito costuma ser pago ao lojista em cerca de 30 dias, e o débito no dia útil seguinte. O prazo real está no seu contrato com a credenciadora.

Quem não pode esperar 30 dias paga para receber antes. No exemplo, 1,5% de antecipação somado aos 3,5% da venda leva o custo efetivo a 5% da venda. Como isso funciona e quem oferece está no guia de antecipação de recebíveis.

O custo fixo da maquininha dilui com o volume

O custo fixo da maquininha pesa mais em quem vende pouco. Se houver mensalidade, divida pelo número de vendas do mês para achar o custo real de cada uma.

Custo fixo da maquininha por venda, com mensalidade ilustrativa de R$ 50
Vendas no mês Mensalidade ilustrativa Custo por venda
20 vendas R$ 50,00 R$ 2,50
100 vendas R$ 50,00 R$ 0,50
300 vendas R$ 50,00 R$ 0,17

Para quem faz 20 vendas de R$ 50 por mês, R$ 2,50 por venda equivale a 5% a mais, além da taxa. Nesse caso, o Pix ganha com folga.

O Pix para MEI é gratuito?

O Pix para MEI costuma ser gratuito para enviar e receber transferências entre pessoas, mas não necessariamente para receber vendas. Segundo o Banco Central, o Pix é gratuito para pessoas físicas, e o banco pode definir tarifas em outros usos, como o recebimento de pagamento por empresas.

Na prática, a cobrança depende do tipo de conta, do QR Code usado e do que está escrito no contrato. Não existe um preço único: confira a tabela de tarifas do seu próprio banco, sem presumir que todo Pix de venda é de graça.

Microempresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP) são pessoas jurídicas, e por isso o banco pode cobrar pelo envio e pelo recebimento, conforme o contrato da conta.

Atenção ao Pix feito pela maquininha ou por QR Code da credenciadora. Ele pode ter taxa própria, cobrada pela credenciadora e não pelo banco.

Armadilha comum: achar que todo Pix é de graça. Para quem vende, a tarifa depende do tipo de conta, do QR Code usado e do contrato. Leia a tabela antes de fazer a conta da margem.

Desconto no Pix para cliente: até onde ele ainda compensa

O desconto no Pix para cliente compensa enquanto for menor que o custo total do cartão. A conta é simples: desconto máximo = taxa do cartão + custo de antecipar (ou o custo de esperar o prazo).

Se o crédito custa 3,5% e a antecipação mais 1,5%, um desconto de até cerca de 5% no Pix ainda empata com o cartão. Acima disso, você perde margem. A taxa entra no preço, e o guia de como calcular preço de venda mostra como.

Exemplo ilustrativo:

  1. Considere uma venda de R$ 200 no crédito, com taxa de 3,5% (R$ 7).
  2. Some a antecipação de 1,5% (R$ 3): sobram R$ 190.
  3. Ofereça no Pix 4% de desconto: o cliente paga R$ 192.
  4. Compare: no Pix você fica com R$ 2 a mais e recebe na hora.

Posso dar desconto para pagamento no Pix?

Sim, o lojista pode dar desconto para pagamento no Pix. A Lei nº 13.455/2017, art. 1º, autoriza diferenciar o preço conforme o prazo ou o instrumento de pagamento. E torna nula a cláusula de contrato que proíba isso.

A mesma lei incluiu o art. 5º-A da Lei nº 10.962/2004, que obriga o fornecedor a informar os descontos em local e formato visíveis. Quem descumpre fica sujeito às sanções do Código de Defesa do Consumidor.

E cobrar a taxa do cartão do cliente? A lei fala em preços diferentes, mas o texto do art. 5º-A trata de descontos. Os Procons tratam o acréscimo de modos diferentes, então o caminho seguro é o desconto no Pix, com o preço de cada forma informado antes do pagamento.

Pix ou maquininha para MEI: vale oferecer os dois?

Na dúvida entre Pix ou maquininha para MEI, oferecer os dois em geral vende mais. O Pix protege a margem, e o cartão segura o cliente que quer parcelar ou não tem saldo na conta.

Existe um meio-termo: o Pix parcelado. O cliente paga com o limite do cartão de crédito em até 12x na fatura, e você recebe um Pix na hora. No Juca, o cliente pode somar o limite de mais de um cartão pelo Open Finance.

Para quem vende pelo WhatsApp ou pelas redes, o link de pagamento resolve a venda a distância, no Pix ou no cartão.

Seu cliente quer parcelar? Com o Pix Parcelado do Juca, ele paga no cartão em até 12x e você recebe o Pix depois da aprovação. Veja como funciona.

E quando o dinheiro do crédito demora e falta caixa?

Quando o dinheiro do crédito demora e falta caixa, há duas saídas: antecipar os recebíveis, pagando a taxa, ou usar capital de giro no CNPJ. As duas têm custo, e vale comparar antes de decidir.

O empréstimo para MEI do Juca é um limite de capital de giro que cai por Pix na conta da empresa, e você usa como precisar. A fatura é semanal, e ao pagar o limite volta. É para MEI, ME e EPP, inclusive negativados.

Há análise do CNPJ e do CPF do titular, que pode recusar o pedido ou liberar um limite menor. Em caso de atraso, há juros, multa e mora conforme o contrato. Compare o custo com o da antecipação antes de contratar.

Falta caixa enquanto o cartão não paga? Simule o empréstimo para MEI do Juca: capital de giro que cai por Pix na conta da empresa depois da aprovação.

No Juca, o dinheiro cai no Pix:

Perguntas frequentes

Quanto a maquininha cobra por venda no crédito e no débito?

A maquininha cobra um percentual de cada venda, chamado MDR, que varia conforme o contrato com a credenciadora, o faturamento do negócio e a bandeira do cartão. O crédito costuma custar mais que o débito, e o parcelado mais que o crédito à vista. O valor exato aparece no extrato da credenciadora.

Preciso avisar o cliente sobre o desconto no Pix?

Sim. O desconto precisa estar em local e formato visíveis, como cartaz no caixa, etiqueta ao lado do preço ou aviso na página de venda. Assim o cliente sabe antes de escolher como pagar. Deixar de informar sujeita o lojista às sanções do Código de Defesa do Consumidor.

Este conteúdo é educacional e não é oferta de crédito nem consultoria financeira, jurídica ou contábil. Taxas, prazos e tarifas variam por instituição, por contrato e pela análise de crédito. As taxas usadas nos exemplos são ilustrativas. O Juca (JUCA INTERMEDIACOES E SERVICOS LTDA, CNPJ 48.225.686/0001-45) atua como correspondente bancário de instituições financeiras parceiras. O Empréstimo para MEI e o Pix Parcelado são concedidos pela BMP SOCIEDADE DE CREDITO DIRETO S.A., CNPJ 34.337.707/0001-00.

Fontes:

Tom Cerginer é cofundador do Juca e editor-chefe do blog. Engenheiro de Produção (UFRJ) e Correspondente Bancário certificado Febraban (FBB100), tem 4 anos de experiência em produtos de crédito para trabalhadores CLT e informais.

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