Por Equipe Juca. Revisado por Tom Cerginer, Correspondente Bancário Febraban (FBB100). Atualizado em outubro de 2026.
A tabela do seguro-desemprego 2026, o principal benefício de proteção ao trabalhador demitido sem justa causa, tem piso de R$ 1.621,00 e teto de R$ 2.518,65 por parcela, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. O cálculo usa a média dos três últimos salários e o benefício paga de 3 a 5 parcelas. Para quem procura recolocação, o cenário mais recente é de desemprego em 5,3% no trimestre até agosto de 2026, com a população ocupada no maior nível da série do IBGE: veja a notícia sobre o desemprego e o Caged de agosto.
Para saber o seu valor e o número de parcelas: a calculadora do seguro-desemprego do Juca aplica a tabela de 2026 e cruza os meses trabalhados com o número da solicitação, que é o que decide entre 3, 4 e 5 parcelas.
Resposta rápida:
- Piso de R$ 1.621,00 por parcela, igual ao salário mínimo de 2026.
- Teto de R$ 2.518,65 para quem tinha média salarial acima de R$ 3.703,99.
- De 3 a 5 parcelas, conforme o tempo trabalhado e o número de solicitações.
- Prazo para pedir: do 7º ao 120º dia depois da dispensa sem justa causa.
Neste guia
Este guia reúne tudo o que você precisa saber: valores atualizados, como calcular, quantas parcelas você pode receber e o passo a passo para solicitar. Ele faz parte do nosso guia de direitos do trabalhador CLT.
Tabela do seguro-desemprego 2026
Em 2026, os valores do seguro-desemprego foram reajustados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que acumulou 3,90%, conforme divulgação oficial do MTE.
O valor de cada parcela é calculado com base na média dos três últimos salários antes da demissão. A tabela vigente desde 11 de janeiro de 2026 funciona assim:
| Faixa salarial (média dos 3 últimos salários) | Cálculo da parcela |
|---|---|
| Até R$ 2.222,17 | Média salarial × 0,80 (80%) |
| De R$ 2.222,18 a R$ 3.703,99 | R$ 1.777,74 + (média salarial − R$ 2.222,17) × 0,50 |
| Acima de R$ 3.703,99 | Valor fixo: R$ 2.518,65 (teto) |
O valor mínimo de cada parcela é R$ 1.621,00, equivalente ao salário mínimo de 2026 fixado pelo Decreto nº 12.797/2025. Nenhum trabalhador recebe menos do que isso, independentemente do cálculo.
Quantas parcelas você pode receber
O número de parcelas depende de quantas vezes você já solicitou o benefício e por quanto tempo trabalhou antes da demissão, segundo a Lei nº 7.998/1990, que regula o seguro-desemprego:
| Solicitação | Meses trabalhados | Parcelas |
|---|---|---|
| 1ª vez | 12 a 23 meses | 4 parcelas |
| 1ª vez | 24 meses ou mais | 5 parcelas |
| 2ª vez | 9 a 11 meses | 3 parcelas |
| 2ª vez | 12 a 23 meses | 4 parcelas |
| 2ª vez | 24 meses ou mais | 5 parcelas |
| 3ª vez em diante | 6 a 11 meses | 3 parcelas |
| 3ª vez em diante | 12 a 23 meses | 4 parcelas |
| 3ª vez em diante | 24 meses ou mais | 5 parcelas |
A contagem dos meses e o número da solicitação são os pontos que mais geram dúvida na hora de prever o benefício. O guia sobre quantas parcelas do seguro-desemprego explica, caso a caso, como a 1ª, a 2ª e a 3ª solicitação mudam o resultado.
Quem tem direito ao seguro-desemprego
Para receber o benefício, o trabalhador precisa cumprir os requisitos do art. 3º da Lei nº 7.998/1990, detalhados na FAQ oficial do gov.br. Eles se somam aos demais direitos do trabalhador na demissão:
- Ter sido demitido sem justa causa, inclusive por rescisão indireta.
- Não possuir renda própria suficiente para a manutenção da família.
- Não estar recebendo outro benefício previdenciário de prestação continuada, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente.
- Ter trabalhado o período mínimo exigido conforme a tabela de parcelas acima.
A abertura de um CNPJ durante o benefício é uma dúvida frequente, porque o requisito de não ter renda própria suficiente entra em jogo. O guia sobre MEI recebendo seguro-desemprego mostra o que o governo avalia nesse caso.
O pescador artesanal tem um benefício próprio, pago no período em que a pesca fica proibida para preservar as espécies. Os requisitos e o pedido estão no guia do seguro-defeso: quem tem direito.
Como solicitar o seguro-desemprego
O pedido deve ser feito entre 7 e 120 dias após a data da dispensa, contados da data da demissão registrada na rescisão, segundo as perguntas frequentes do gov.br (veja como funciona o aviso prévio). Passado esse prazo, o direito ao benefício é perdido.
Para o empregado doméstico, o prazo é menor: de 7 a 90 dias após a dispensa, conforme a Lei Complementar nº 150/2015. O pedido pode ser feito pela internet, no serviço Solicitar seguro-desemprego empregado doméstico do gov.br, ou no app Carteira de Trabalho Digital, no menu Benefícios.
O doméstico recebe no máximo três parcelas, cada uma no valor de um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026). Existem três formas de solicitar, e a mais usada é pela internet: o passo a passo está em Portal Emprega Brasil: como acessar e pedir o seguro-desemprego.
- Pelo portal Gov.br, na seção de serviços do Ministério do Trabalho e Emprego.
- Pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS.
- Presencialmente, em uma unidade do Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou nas Superintendências Regionais do Trabalho.
Os documentos necessários são os listados abaixo, e boa parte deles aparece na carteira de trabalho digital:
- Documento de identificação com foto.
- Número do CPF.
- Termo de rescisão do contrato de trabalho.
- Comprovante de requerimento do seguro-desemprego, fornecido pelo empregador.
- Os dois últimos contracheques.
Prazo de pagamento
O prazo de atendimento estimado pelo governo fica entre 31 e 60 dias corridos, segundo a página oficial do serviço no gov.br. Depois da primeira, as parcelas seguintes caem a cada 30 dias, na conta indicada pelo trabalhador.
O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal, que é o agente pagador do benefício: depósito na conta indicada, crédito em conta da Caixa ou na Poupança Social Digital pelo app Caixa Tem, ou saque em agência, lotérica ou correspondente Caixa Aqui.
O tempo entre o pedido e o primeiro depósito varia conforme a análise e eventuais pendências no cadastro. O guia sobre quanto tempo demora o seguro-desemprego detalha as etapas e o que fazer quando o valor atrasa.
O que fazer enquanto recebe o seguro-desemprego
O seguro-desemprego é temporário. Com 3 a 5 parcelas, o valor total pode ir de R$ 4.863 a cerca de R$ 12.593, conta feita com o piso e o teto da tabela acima. Esse período é uma janela para reorganizar as finanças e buscar recolocação.
As verbas da demissão, como saldo de salário, férias e 13º proporcionais, também entram nesse planejamento. A calculadora de rescisão estima esses valores a partir do salário e do motivo do desligamento.
Para quem tem dívidas acumuladas, uma alternativa é combinar o seguro-desemprego com crédito de taxa mais baixa. Na antecipação do saque-aniversário do FGTS, a garantia é o saldo do FGTS, não a folha de pagamento, mas cada instituição aplica os próprios critérios de contratação e pode recusar o pedido.
Por isso ela pode fazer sentido para quem está com restrição no nome e quer quitar dívidas mais caras sem comprometer a renda do seguro-desemprego. Quem tinha consignado na rescisão deve conferir como as parcelas ficam depois do desligamento.
O Banco Central recomenda que o trabalhador compare as condições de crédito antes de contratar qualquer empréstimo e priorize a quitação de dívidas com juros mais altos.
Enquanto recebe o benefício, se precisar de crédito, veja o guia de empréstimo para desempregado.
Existe também o chamado seguro-desemprego privado, que não tem relação com o benefício do governo: é um seguro contratado por conta própria, pago pelo trabalhador, que indeniza quando há demissão sem justa causa. O Juca oferece esse produto como seguro de perda de renda. Vale conhecer antes de precisar, porque toda apólice tem carência.
Dúvidas comuns sobre o seguro-desemprego
- Quantas parcelas do seguro-desemprego você recebe
- Quanto tempo demora para cair o seguro-desemprego
- Seguro-desemprego cancelado: motivos e recurso
- Recebendo seguro-desemprego, posso abrir MEI?
- Seguro-defeso: quem tem direito
Fique atento aos prazos
O prazo de 7 a 120 dias para solicitar o seguro-desemprego é inegociável, conforme o MTE. Quem perde essa janela não consegue mais acessar o benefício referente àquela demissão.
Para acompanhar o andamento do pedido, o trabalhador pode consultar o status pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal gov.br, segundo o MTE.
Assim é possível saber se falta algum documento pendente ou se a parcela já foi liberada para pagamento, sem precisar ligar para a Superintendência Regional do Trabalho nem se deslocar até uma unidade do Sine.
Quando o acompanhamento mostra o benefício bloqueado ou suspenso, existe um caminho para contestar a decisão. O guia sobre seguro-desemprego cancelado reúne os motivos mais comuns e como pedir a revisão.
Se você tem saldo no FGTS e quer comparar o custo com outras dívidas, simule para antecipar FGTS. A contratação passa por análise e o CET aparece antes da assinatura.
Este conteúdo é educacional e não constitui oferta de crédito nem consultoria financeira. As condições de qualquer empréstimo variam por instituição e dependem de análise de crédito. O Juca atua como correspondente bancário das instituições financeiras parceiras BMP SOCIEDADE DE CREDITO DIRETO S.A. (CNPJ 34.337.707/0001-00), Money Plus SCMEPP (CNPJ 11.581.339/0001-45), UY3 SCD S.A. (CNPJ 39.587.424/0001-30) e Celcoin SCD S.A., antiga Via Capital SCD (CNPJ 48.632.754/0001-90).
Fontes
- Presidência da República: Lei nº 7.998/1990, seguro-desemprego
- Presidência da República: Decreto nº 12.797/2025, salário mínimo de 2026
- Presidência da República: Lei Complementar nº 150/2015, empregado doméstico
- MTE: MTE reajusta valores do benefício seguro-desemprego (janeiro de 2026)
- MTE: Seguro-desemprego formal, como solicitar
- Gov.br: Solicitar o seguro-desemprego
- Gov.br: Perguntas frequentes sobre o seguro-desemprego
- Banco Central: Cidadania financeira
Revisado por Tom Cerginer, cofundador do Juca e editor-chefe do blog. Engenheiro de Produção (UFRJ) e Correspondente Bancário certificado Febraban (FBB100), com 4 anos de experiência em produtos de crédito para trabalhadores CLT e informais.