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Como funciona o cartão de crédito: fatura e limite

Entenda como funciona o cartão de crédito: limite, fatura, fechamento, rotativo, CET e tarifas. Veja como usar sem pagar juros e simule agora no Juca.
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Mulher guarda um cartão na carteira após uma compra em loja de bairro.

Como funciona o cartão de crédito: o emissor libera um limite, você compra e paga tudo depois, numa fatura mensal. Pagando o total até o vencimento, não há juros de rotativo. Pagando menos, o saldo vai para o crédito rotativo, que pela Lei 14.690/2023 não pode cobrar em juros e encargos mais que 100% da dívida original.

Resposta rápida:

  • O limite é crédito do emissor, não dinheiro seu, e cada compra reduz o limite até a fatura ser paga.
  • A compra feita depois do fechamento só entra na fatura seguinte, e esse dia é a melhor data de compra.
  • Pagar o total da fatura até o vencimento evita os juros do crédito rotativo.
  • O rotativo só pode durar até a fatura seguinte e depois precisa virar parcelamento, por regra do CMN.
  • O custo real de qualquer crédito no cartão aparece no CET, e não só na taxa de juros.

Cartão de crédito: o que é e quem está por trás dele

Cartão de crédito, o que é na prática: um empréstimo de curto prazo que o emissor libera dentro de um limite. Você compra hoje e paga tudo junto, numa fatura mensal. Se pagar a fatura inteira no vencimento, esse empréstimo não custa juros.

Numa compra no cartão, quatro participantes trabalham ao mesmo tempo. Cada um tem um papel diferente, e saber quem é quem ajuda a saber a quem reclamar quando algo dá errado.

  • Emissor: o banco ou a instituição que aprova o cartão, define o limite, manda a fatura e cobra os juros.
  • Bandeira: a rede que conecta o cartão às lojas e define regras de aceitação no mundo todo.
  • Adquirente: a empresa da maquininha, que processa o pagamento e repassa o dinheiro ao lojista.
  • Lojista: quem vende e recebe o valor da compra, descontada a taxa da adquirente.

Quem cobra você é sempre o emissor. A bandeira não define taxa de juros nem limite, e a maquininha não tem relação com a sua fatura. Na dúvida sobre uma cobrança, o caminho começa no SAC do emissor, e só depois na ouvidoria e nos canais externos.

Essa separação de papéis explica uma confusão comum: o cliente liga para a bandeira (Visa, Mastercard, Elo) achando que ela resolve um problema de fatura, taxa ou limite. Nenhuma bandeira faz isso. Ela cuida só da aceitação da rede, não do contrato de crédito, que é sempre com o emissor.

Para saber o que diferencia Visa, Mastercard, Elo e as demais, veja o guia de bandeiras de cartão.

Tipos de cartão: crédito, débito, pré-pago, benefício e virtual

A diferença entre cartão de crédito e débito está em quando o dinheiro sai. No débito, sai da sua conta na hora. No crédito, sai do limite do emissor e você paga depois. A tabela resume os tipos mais comuns.

Tipos de cartão e como funciona o cartão de crédito em comparação
Tipo Como paga Tem limite de crédito? Cobra juros?
Crédito Fatura mensal, depois da compra Sim, definido pelo emissor Só se a fatura não for paga inteira
Débito Sai da conta na hora Não, usa o saldo da conta Não
Pré-pago Usa o saldo carregado antes Não Não
Benefício Saldo para fins específicos, como alimentação Não é crédito comum Não é cartão de crédito
Virtual Número digital ligado ao cartão físico Usa o mesmo limite do crédito Segue as regras do cartão de origem

O cartão benefício costuma ser confundido com o de crédito, mas funciona com saldo, não com limite. Para entender o que fazer quando ele zera, veja o guia sobre o saldo do cartão benefício. Já o cartão virtual não é um produto à parte: é um número gerado a partir do limite do seu cartão físico, pensado para compras online, e pode ser bloqueado individualmente sem cancelar o cartão principal.

Quem não quer limite de crédito pode preferir o cartão pré-pago, que só gasta o saldo carregado antes.

Como funciona o limite do cartão de crédito

O limite do cartão de crédito é o valor máximo que o emissor aceita emprestar a você ao mesmo tempo. Ele é definido pela análise de renda, histórico de pagamento e uso do cartão, e cada emissor tem a própria política interna de concessão.

Se você precisa de dinheiro na conta e o que tem disponível é limite no cartão, o Pix Parcelado do Juca manda um Pix usando o limite do cartão de crédito, e você paga em parcelas na fatura. Há análise de crédito, e o custo total aparece na tela antes de você confirmar.

O limite é rotativo no sentido de que se renova. Cada compra consome uma parte dele, e o valor volta a ficar disponível quando você paga a fatura correspondente. Ele não é dinheiro guardado: é uma linha de crédito que ainda não começou a ser cobrada, e por isso não aparece no seu extrato de conta corrente.

Atenção às parcelas: uma compra de R$ 1.200 em 12x consome os R$ 1.200 do limite no dia da compra, e não R$ 100. O limite só volta aos poucos, conforme cada parcela é paga nas faturas seguintes.

O emissor também pode reduzir o limite a qualquer momento, geralmente por mudança no seu perfil de uso ou de renda informada. É uma prática comum do mercado avisar o cliente com antecedência quando a redução não foi pedida por ele, mas o prazo exato e as exceções variam por instituição e não encontramos uma norma única do Banco Central que fixe esse prazo para toda redução de limite.

Aumentar o limite depende do emissor e do seu histórico, e cada instituição tem seu caminho próprio no aplicativo, normalmente dentro do menu de “limite” ou “crédito”. Em geral, pesa a favor manter a renda atualizada no cadastro, usar o cartão com regularidade e pagar sempre o valor total da fatura. O passo a passo está no guia de como aumentar o limite do cartão.

Fatura do cartão de crédito: o que vem nela

A fatura do cartão de crédito é o extrato mensal de tudo o que você deve ao emissor naquele ciclo. Ela traz as compras, as parcelas do mês, os encargos, o valor total, o pagamento mínimo e a data de vencimento.

A fatura também é obrigada a trazer, de forma clara, as taxas de juros do rotativo e do parcelamento, em termos mensal e anual, para que o cliente consiga comparar o custo de ficar devendo com o de outras formas de crédito. Os itens que costumam aparecer são estes:

  • Compras à vista feitas entre um fechamento e outro.
  • Parcelas do mês de compras parceladas em ciclos anteriores.
  • Encargos de rotativo, parcelamento da fatura ou atraso, quando houver.
  • Tarifas cobradas no período, como anuidade ou saque.
  • Valor total e valor do pagamento mínimo.
  • Taxas e CET do rotativo e do parcelamento da fatura.
  • Datas de fechamento, vencimento e do próximo fechamento.

Antes de pagar, vale conferir item por item. Compra que você não reconhece, valor duplicado ou tarifa que não deveria estar ali precisam ser contestados no emissor antes do vencimento, com o protocolo anotado. Guardar esse número de protocolo é o que sustenta uma reclamação futura, caso o SAC não resolva de primeira.

A fatura do cartão de crédito também mostra quanto do limite já está comprometido com parcelas futuras. Esse número diz quanto você ainda pode gastar sem estourar o orçamento dos próximos meses, e não só o deste. Para organizar esse comprometimento junto com o resto do salário, vale olhar também o guia de como ler o holerite e achar espaço no orçamento.

Se a compra foi feita mas precisa ser desfeita, veja como cancelar compra no cartão.

Qual a diferença entre fechamento e vencimento da fatura?

O fechamento é o dia em que o emissor encerra o ciclo e calcula a fatura. O vencimento é o prazo final para pagar esse valor. Entender essa diferença é a base de como funciona o cartão de crédito, porque essas duas datas decidem quando cada compra é cobrada.

O intervalo entre fechamento e vencimento é definido pelo emissor e costuma ser de alguns dias. A data de vencimento, em geral, você escolhe ao pedir o cartão e pode mudar depois no aplicativo, dentro das opções que o emissor oferece.

Linha do tempo ilustrativa de fechamento e vencimento da fatura do cartão de crédito
Data Evento O que acontece
Dia 19 Compra de R$ 200 Entra na fatura que fecha amanhã
Dia 20 Fechamento A fatura é calculada e o ciclo termina
Dia 21 Compra de R$ 300 Já entra na fatura do mês seguinte
Dia 30 Vencimento Pagamento dos R$ 200 da compra do dia 19
Dia 30 do mês seguinte Próximo vencimento Pagamento dos R$ 300 da compra do dia 21

Os valores e as datas da tabela são exclusivamente ilustrativos. O ponto é o mecanismo: a mesma loja, com dois dias de diferença, cobra você com quase um mês de distância. Esse mecanismo é o mesmo em qualquer emissor, só muda o número exato dos dias.

A melhor data de compra é o dia seguinte ao fechamento da fatura. A compra feita nesse dia só é cobrada no vencimento do ciclo seguinte, o que dá o maior prazo possível entre comprar e pagar. No exemplo da tabela, quem compra no dia 21 só paga no dia 30 do mês seguinte, cerca de 40 dias depois; é um exemplo ilustrativo, e o prazo real depende das datas que o seu emissor usa. O aplicativo do cartão costuma mostrar essa data de forma destacada, às vezes chamada de “melhor dia de compra”.

Prazo maior ajuda a organizar o mês, mas não aumenta o seu dinheiro. Quem usa a melhor data de compra para gastar mais do que ganha só empurra o problema para a fatura seguinte, e corre o risco de entrar no rotativo sem perceber.

Vale a pena parcelar no cartão de crédito?

Parcelar no cartão de crédito pode fazer sentido quando o parcelamento é do lojista, sem acréscimo no preço, e a parcela cabe no orçamento de todos os meses. Já o parcelamento com juros do emissor deve ser comparado pelo CET antes de aceitar.

O parcelamento no cartão de crédito tem formas diferentes, e elas custam coisas muito diferentes:

  • Parcelado pelo lojista: a loja divide o preço e não há juros do emissor, desde que o preço parcelado seja o mesmo do à vista.
  • Parcelado pelo emissor: o banco financia a compra ou a fatura e cobra juros, com CET informado.
  • Parcelamento da fatura: você divide o saldo que não conseguiu pagar, com juros e encargos.

Pela Lei 14.690/2023, o parcelamento do saldo da fatura entra no mesmo teto do rotativo: juros e encargos não podem passar do valor original da dívida. Teto alto, ainda assim. Dobrar a dívida continua sendo possível dentro da lei, e é exatamente isso que acontece com quem parcela fatura sobre fatura.

A armadilha das parcelas empilhadas: cada compra parcelada parece pequena sozinha. Somadas, elas ocupam o limite por meses e reduzem o salário disponível das faturas futuras antes mesmo de você receber.

Uma conta simples ajuda: some todas as parcelas que já estão na fatura dos próximos três meses. Se esse total passa de uma fatia confortável da sua renda, a nova compra parcelada pode ficar para depois. Esse exercício vale tanto para compra parcelada pelo lojista quanto para parcelamento de fatura, porque os dois comprometem limite futuro da mesma forma.

Pagamento mínimo da fatura compensa?

O pagamento mínimo da fatura evita o atraso, mas não evita os juros. Todo o valor que fica sem pagar vai para o crédito rotativo, uma das linhas mais caras do mercado. Por isso, pagar só o mínimo costuma sair muito mais caro que pagar o total.

Não existe percentual fixo de pagamento mínimo para todos os cartões: cada instituição define o seu, e ele pode variar de cliente para cliente, de acordo com o perfil de crédito. Mudanças nesse percentual costumam ser comunicadas com antecedência pelo próprio emissor, nos canais do aplicativo ou da fatura.

O mecanismo, passo a passo, funciona assim:

  1. Você recebe a fatura com o valor total e o valor mínimo.
  2. Paga só o mínimo até o vencimento e fica em dia com o emissor.
  3. A diferença entre o total e o que você pagou entra no crédito rotativo.
  4. Os juros do rotativo, mais IOF, são calculados sobre esse saldo e vêm na fatura seguinte.
  5. Na fatura seguinte, o saldo não pode continuar no rotativo e precisa ser parcelado ou quitado.

Quanto o rotativo custa em reais depende da taxa do seu emissor, informada na própria fatura. Para simular o efeito dos juros sobre o seu saldo, use a calculadora de juros do rotativo.

Como funciona o rotativo do cartão de crédito

O rotativo do cartão de crédito é o financiamento automático do saldo que você não pagou no vencimento. Ele entra quando você paga qualquer valor entre o mínimo e o total, e cobra juros e IOF sobre a diferença.

Duas regras limitam o crédito rotativo. A primeira é de prazo: pela Resolução CMN 4.549/2017, do Conselho Monetário Nacional (CMN), o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Depois, deve ser parcelado em condições mais vantajosas que as do rotativo.

A segunda é de valor. O texto da Lei 14.690/2023, art. 28, §1º, diz que “o total cobrado em cada caso a título de juros e encargos financeiros não poderá exceder o valor original da dívida”. Esse teto está em vigor desde o início de 2024.

Cálculo do juro, como sair do rotativo e o que fazer com o saldo estão no guia de juros do cartão de crédito.

Quanto o rotativo vai custar no seu caso? Coloque o saldo e a taxa da sua fatura e veja os juros mês a mês.

Abrir a calculadora de juros do rotativo

O que acontece se eu não pagar a fatura do cartão de crédito?

Se você não pagar a fatura do cartão de crédito, o emissor cobra juros de mora, multa e os encargos do saldo em aberto. Com o atraso, o cartão pode ser bloqueado e o nome pode ser negativado, o que pesa no score.

A multa tem limite. Pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), art. 52, §1º, a multa de mora não pode passar de dois por cento do valor da prestação. Os juros, porém, continuam correndo enquanto a dívida não é paga, e é essa parte, não a multa, que mais pesa no bolso de quem atrasa por muito tempo.

Negociar cedo costuma custar menos que esperar. Para os caminhos de acordo e o que muda depois da negativação, veja o guia de dívida no cartão de crédito, e para entender o que a negativação muda (e o que não muda) no seu score, veja nome limpo e score baixo.

Quem já está negativado e precisa de um cartão pode ler o guia de cartão de crédito para negativado.

O que é CET (Custo Efetivo Total)?

O CET, Custo Efetivo Total, é a taxa que soma todos os custos de uma operação de crédito: juros, IOF, tarifas e seguros. É o número certo para comparar ofertas, porque a taxa de juros sozinha esconde parte do que você paga.

A divulgação do CET em operações de crédito com pessoas físicas é obrigatória, inclusive no cartão de crédito. No cartão, o CET do rotativo e do parcelamento da fatura aparece na própria fatura, lado a lado com a taxa de juros mensal e anual.

O IOF é o Imposto sobre Operações Financeiras. Pelo Decreto 6.306/2007, art. 7º, a pessoa física paga 0,0082% ao dia sobre o saldo devedor, mais uma alíquota adicional fixa de 0,38% sobre a operação.

O que entra no CET do cartão de crédito
Componente O que é Onde aparece Base
Juros O preço do dinheiro emprestado Taxa a.m. e a.a. na fatura Definido pelo emissor
IOF Imposto federal sobre o crédito Encargos da fatura Decreto 6.306/2007
Tarifas Cobranças por serviço, como saque Lançamentos da fatura Regulação do CMN
Seguro Proteção contratada à parte Lançamento próprio, se contratado Contrato com o emissor

Na prática, o CET sempre fica acima da taxa de juros, porque o IOF e eventuais tarifas entram na conta. Duas ofertas com a mesma taxa podem ter CET diferente, por causa de tarifas ou seguros embutidos. Por isso a comparação justa é sempre CET contra CET, nas versões mensal e anual, nunca taxa de juros contra taxa de juros.

Na hora de comparar: peça o CET mensal e anual, o número de parcelas, o valor de cada parcela e o total a pagar. Sem esses quatro itens, não dá para saber quanto o crédito custa de verdade.

Um exemplo ajuda a fixar a lógica, sem ser uma oferta real: imagine duas propostas de parcelamento de fatura com a mesma taxa de juros mensal anunciada. Se uma cobra tarifa de abertura e a outra não, a que cobra tarifa terá CET mensal e anual mais alto, mesmo com a taxa de juros idêntica no papel. Esse é o motivo de a fatura trazer o CET, e não só a taxa.

Anuidade e tarifas: o que o cartão pode cobrar

O cartão de crédito só pode cobrar um conjunto fechado de tarifas, definido pela Resolução CMN 3.919/2010, do Conselho Monetário Nacional (CMN): anuidade, segunda via do cartão, saque, pagamento de contas e avaliação emergencial de limite. Tarifa fora dessa lista não pode ser cobrada do cliente pessoa física.

Tarifas que o cartão de crédito pode cobrar
Tarifa Quando é cobrada
Anuidade Pela disponibilidade do cartão, em parcela única ou mensal
Segunda via Ao pedir novo cartão por perda, roubo ou dano
Saque Ao retirar dinheiro em espécie com o cartão
Pagamento de contas Ao usar o cartão para pagar boleto ou conta
Avaliação emergencial de limite Ao pedir para gastar acima do limite

Muitos emissores isentam a anuidade por gasto mínimo mensal ou por tipo de conta, como contas digitais sem tarifa de manutenção. Vale perguntar e comparar, porque a política de isenção é de cada instituição, não uma regra geral do mercado. Para os detalhes, veja o guia da anuidade do cartão.

O saque no cartão, além da tarifa, costuma ter juros desde o dia do saque, sem os dias de carência que existem numa compra comum. É por isso que o saque no crédito costuma ser a forma mais cara de tirar dinheiro do cartão. Antes de usar, veja o guia de empréstimo no cartão de crédito.

A tarifa de pagamento de contas é a que aparece quando você decide pagar boleto com cartão de crédito.

Como usar cartão de crédito sem se enrolar

Como usar cartão de crédito sem se enrolar: pagar sempre o total da fatura, escolher o vencimento perto do dia do salário e acompanhar o limite no aplicativo. O cartão funciona bem como meio de pagamento e mal como complemento de renda.

Algumas práticas ajudam a manter o controle:

  • Escolha o vencimento poucos dias depois do dia em que o salário cai.
  • Anote cada parcela que compromete as faturas dos próximos meses.
  • Acompanhe o limite pelo aplicativo do emissor, e não pela memória.
  • Evite o rotativo como forma de fechar o mês, porque ele cobra juros e IOF.
  • Use o cartão virtual em compras online, que pode ser bloqueado sem afetar o físico.
  • Nunca compartilhe o CVV, o código de segurança no verso do cartão.

Essas práticas valem tanto para quem tem um cartão só quanto para quem tem vários. Ter mais de um cartão não é problema em si; o problema é perder a visão do total comprometido em faturas futuras somando todos eles.

Se aparecer na fatura uma compra que você não fez, veja o que fazer com o cartão clonado.

Como ver no Registrato quanto você deve no cartão

O Registrato é o serviço gratuito do Banco Central que mostra as suas dívidas registradas no SCR, o Sistema de Informações de Crédito. Ele não mostra score, só as operações de crédito registradas pelas instituições. Você precisa de CPF e de uma conta no gov.br para acessar.

  1. Acesse o site do Banco Central e procure a área de consulta ao Registrato.
  2. Entre com sua conta no gov.br e conclua a confirmação de identidade pedida.
  3. Selecione o relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR).
  4. Escolha o período de referência e gere o relatório.
  5. Confira as operações de cartão, como rotativo e parcelamento, em cada instituição.
  6. Compare com as suas faturas e anote qualquer dívida que você não reconhece.

Se aparecer uma dívida que não é sua, o caminho é o SAC do emissor, depois a ouvidoria e, sem solução, uma reclamação no Banco Central ou no consumidor.gov.br.

Quando o cartão vira problema: alternativas mais baratas

O cartão vira problema quando a fatura passa a ser paga com o rotativo ou com parcelamentos seguidos. Nessa hora, pode fazer sentido comparar o CET do cartão com o de outras linhas de crédito, antes de deixar a dívida crescer mês após mês.

Para o trabalhador CLT, existem linhas com garantia que costumam ter CET menor que o rotativo do cartão, como o consignado CLT e a antecipação do saque-aniversário do FGTS, porque a garantia reduz o risco para quem empresta. Trocar dívida cara por uma mais barata só ajuda se a nova parcela couber no orçamento e você parar de usar o rotativo em seguida.

A comparação lado a lado está no guia cartão x crédito do trabalhador.

Seus direitos como consumidor de cartão

O Código de Defesa do Consumidor protege quem usa cartão de crédito. Pelo CDC, art. 52, o fornecedor de crédito deve informar de forma clara juros, acréscimos e total a pagar. Pelo CDC, art. 42, quem paga cobrança indevida tem direito à devolução em dobro, salvo engano justificável do fornecedor.

  • Peça informação clara sobre taxa, CET e total antes de contratar qualquer parcelamento.
  • Conteste cobranças que você não reconhece e guarde o número de protocolo.
  • Procure a ouvidoria do emissor quando o SAC não resolver.
  • Registre reclamação no Banco Central ou no consumidor.gov.br como último passo administrativo.

Perguntas frequentes

Cartão de crédito tem Open Finance?

Sim. O Open Finance é o sistema regulado pelo Banco Central que permite compartilhar seus dados financeiros entre instituições, sempre com o seu consentimento. Os dados de cartão de crédito, como limite, faturas e transações, fazem parte do que pode ser compartilhado. Você escolhe com quem compartilhar, por quanto tempo, e pode cancelar a autorização quando quiser.

Como aumentar o limite do cartão de crédito?

O aumento do limite depende da política de cada emissor. Em geral, a instituição avalia a renda informada, o histórico de pagamento das faturas em dia e o uso do cartão. Manter a renda atualizada no cadastro e pagar o total da fatura costuma pesar a favor. O pedido normalmente é feito pelo aplicativo do próprio emissor.

No Juca, o dinheiro cai no Pix. Todos os produtos são liberados por Pix, na sua conta, depois da análise de crédito:

As condições aparecem na tela antes de você assinar. Simule pelo site: é lá que você vê o custo total.

Este conteúdo é educacional e não é oferta de crédito nem consultoria financeira. As condições variam por instituição e dependem de análise de crédito. O Juca (JUCA INTERMEDIACOES E SERVICOS LTDA, CNPJ 48.225.686/0001-45) atua como correspondente bancário, nos termos da Resolução CMN nº 3.954/2011, das instituições financeiras parceiras BMP Money Plus SCD S.A. (CNPJ 34.337.707/0001-00), Money Plus SCMEPP (CNPJ 11.581.339/0001-45), UY3 SCD S/A (CNPJ 39.587.424/0001-30) e Celcoin SCD S.A., antiga Via Capital SCD (CNPJ 48.632.754/0001-90). O Pix Parcelado é concedido pela BMP Money Plus SCD S.A. O Juca não é instituição financeira.

Tom Cerginer é cofundador do Juca e editor-chefe do blog. Engenheiro de Produção (UFRJ) e Correspondente Bancário certificado Febraban (FBB100), tem 4 anos de experiência em produtos de crédito para trabalhadores CLT e informais. Ver todos os artigos

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